sábado, 3 de fevereiro de 2018

[ silêncio ]

2018 foi o ano em que decidi (finalmente e com um empurrão do pároco) começar a ir ao psicólogo e verdade seja dita que vim de lá com mais problemas do que os que já tinha.

Eu gostava que as pessoas fossem mais delicadas comigo, que me agradecessem pelos esforços que faço (nem que seja por coser uma peça de roupa noite dentro para estar pronta a uso no dia seguinte), que fossem comigo às consultas do hospital ou que simplesmente me perguntassem o quão grave as coisas têm ficado no últimos tempos e me ajudassem a ter ideias do que posso mais fazer.
Gostava que não me achassem uma super-heroína que tudo pode e tivessem noção que eu também sofro e que escondo.
Gostava que me dessem prendas, nada de coisas lamechas e sem utilidade, mas precisava mesmo de um perfume ou uma mochila nova para trazer no dia-a-dia.
Gostava que dissessem simplesmente que gostam de mim...



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