quinta-feira, 29 de junho de 2017

Social network

As redes sociais a cada dia que passam mostram mais o seu lado negro, repletas de podridão, crucificações em hasta pública, lavar de roupa suja, desprezo pelos direitos humanos...
Mas tudo muito bem adornado pelas melhores intenções e opiniões ditas de "sábias".
Cada dia que passa menos me identifico com a sociedade que me rodeia e com as atuais redes sociais que frequento e chego a colocar mesmo em causa se devo continuar a fazer parte delas quando me faz subir a tensão arterial uma publicação com uma foto de uma criança e a respetiva certidão de nascimento "chapada para o mundo" acompanhada da exposição que era uma criança procurada que foi retirada à família e adotada há 20 anos atrás e os mesmos agora resolveram iniciar a busca.
Tocou-me tamanha mesquinhez e falta de bom senso de quem ia repassando o pedido.
Se uma criança foi retirada à família biológica foi porque a mesma foi considerada inapta para assegurar o seu crescimento, não imaginando nós sequer os traumas e flagelos a que a criança poderá ter sido submetida... e agora 20 anos depois querem encontrá-la?
Será que ela quer ser encontrada?
Onde está o direito de privacidade da familia adotante? Da agora mulher adotada?
Esta situação foi como uma agulha espetada no peito para mim porque é um tema que já debatemos aqui em casa imensas vezes com as miúdas e não, elas não querem ser encontradas.

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