quinta-feira, 8 de junho de 2017

Raivas internas

Um post com título de etiqueta, ao ponto de chegámos, mas estou certa que é isso que me ataca o fígado e me dá cabo dos glóbulos vermelhos, que por sua vez minguam e estão-se pouco borrifando para o transporte do ferro.

Se há coisa que conservo desde que nasci são os acessos de raiva, raiva daquela de imaginar-me a cortar cabeças à machada (se eu passa-se à ação em vez de conter de certeza que a coisa não se transmutava na minha saúde).

Posso confessar que em alguma altura da minha vida já tive raiva de todos o que conheço, alguns nunca mais me passou outros vai e volta como a fome. Única diferença é que com os anos transfiro o que sinto para palavras. Agora sou acusada de excesso de sinceridade e expressividade.

Valências que não abonam em nada principalmente no meio laboral porque quando o chefe informa: "Meninas, temos mais uma empresa no grupo e precisam de inserir uma centena de contratos para ontem!" eu não consigo conter a minha expressão... e o chefe pergunta: "Gabriela, vá deite cá para fora."
E eu desato a falar que até me atropelo e bracejo, todos riem, e eu pergunto se somos trolhas multi-funções ou o raio que os partam...

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