quinta-feira, 22 de junho de 2017

Dias negros


Imagem retirada daqui.

Como o resto de Portugal nestes últimos dias temos andado de luto carregado, por tudo o que se perdeu desde pessoas, animais e natureza.
Pelas imagens de sofrimento e desespero, pelo mau jornalismo que este país ostenta, pela dualidade de acções que tanto levaram um país a unir-me para ajudar os que tudo perderam como os que levaram a assaltar as casas abandonadas pelos que fugiram para salvar a vida.
Cá ajudámos como pudemos, roupa que enviámos e até um de nós foi ajudar a minimizar o fogo que ardeu (e ainda arde) e queimou grande parte das zonas mais belas do nosso país interior.
Se foi causa humana honestamente não quero saber, daria azo a uma caça às bruxas que dada a gravidade da catástrofe de certeza levaria a que os populares fizessem justiça com as próprias mãos que poderia culminar com a morte de mais inocentes.
Estivemos afastados de tudo e todo este horror envolveu-nos no nosso dia e dia e sofremos as perdas como se dos nossos tivesse sido.

Ontem quando finalmente sentia que já conseguia respirar, vinha de uma meditação já noite dentro e bem fora da minha hora tenho um acidente que não consegui evitar e acabou com morte de um gato e inacreditavelmente sai ilesa e o carro também.
Foi a gota de água.
Nem 2 ansiolíticos e dose dupla de calmantes me ajudaram hoje a conseguir ser "eu" e sei que durante muito tempo sempre que fechar os olhos vou reviver vezes sem conta o barulho, as luzes, as lágrimas, o sangue...

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