sábado, 26 de novembro de 2016

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Corto a franja com a tesoura da cozinha, refugio-me nos livros quando havia era de socializar, passo a hora de almoço sentada no alcatrão a ver um adolescente a treinar acrobacias numa mota e ele não se importa com a minha presença.
Há dias que não assento na pele que visto.
Cresci demais por foram, esta pele não me pertence e estas rugas marcam acontecimentos a mais para a idade que tenho.
Há dias em que me sinto como nos meus 16... ansiosa, problemática e desencaixada.

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