quarta-feira, 27 de julho de 2016

09/2016



Título: As viagens de Gulliver
Autor: Jonathan Swift
Pontuação: 4*

"Este livro é tanto uma sátira à natureza humana como uma paródia ao sub-género literário, muito em voga na época, que descrevia as aventuras dos viajantes.
A obra é dividida em quatro partes, descrevendo, cada uma delas, uma parte desta curiosa aventura do Capitão Gulliver. A primeira parte descreve a viagem a Liliput, de 4 de Maio de 1699 a 13 de Abril de 1702, onde Gulliver vai dar à costa de uma ilha onde vivem pessoas minúsculas. A segunda parte descreve o período entre 20 de Junho de 1702 e 3 de Junho de 1706, quando Gulliver Brobdingnag, terra onde vivem pessoas gigantes. A terceira parte, de 5 de Agosto de 1706 a 16 de Abril de 1709, descreve várias viagens; Laputa, Balnibarbi, Luggnagg, Glubbdubdrib, e Japão. A quarta e última parte das história reporta o período de 7 de Setembro de 1710 até 2 de Julho de 1715, e descreve a viagem ao país dos Houyhnhnms, o país dos cavalos falantes." retirado de Livros Digitais

Para mim...
Mais um livro a que me prometi tirar da prateleira e ler este ano.
Ao início perdi-me na leitura e pensei que ainda não fosse desta que consegui-se levar avante, Liliput era um tanto ou quanto aborrecido (mesmo tendo seres pequeninos).
Confesso que a parte que mais gostei foi o país do Houyhnhnms, a sua sinceridade, retidão tudo o que não somos nesta sociedade em que vivemos.
O livro resume-se numa inteira sátira social e política, com intuitos anticapitalistas e anticolonialistas, em que o progresso é realizado à custa dos mais fracos.
Pude registar e anotar nos meus apontamentos algumas ideias que considero poderem ser infalíveis no tratamento de alguns males da sociedade, vejamos o caso das fações beligerantes.

"pegar numa centena de chefes de cada fação e dispô-los aos pares, com alturas correspondentes.
Em seguida, dois operadores competentes serravam simultaneamente as calotes cranianas a cada par, de modo que o cérebro ficasse dividido em partes iguais. As seções superiores do cérebro assim separadas eram, então, trocadas e aplicadas cada uma na cabeça do indivíduo do partido contrário.
...a cura seria infalível, pois ele sustentava que duas metades de cérebro diferentes postas em confronto dentro de um mesmo crânio chegavam mais depressa a um entendimento..."


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