terça-feira, 10 de maio de 2016

05/2016



Título: O Evangelho segundo Jesus Cristo
Autora: José Saramago
Pontuação: 3*

"O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) é um romance de José Saramago que conta a história da vida de Jesus de uma maneira moderna e crítica da religião 
O livro conta uma história humanizada da vida de Jesus e alude a uma sua eventual relação com Maria Madalena (no livro, foi com ela que Jesus "conheceu o amor da carne e nele se reconheceu homem"). Ao adoptar essa perspectiva, de humanização de Cristo, distante da representação tradicional do Evangelho Saramago coloca que a propagada histórica da crucificação de Jesus, "um revulsivo forte, qualquer coisa capaz de chocar as sensibilidades e arrebatar os sentimentos", resultou na imposição de "uma história interminável de ferro e de sangue, de fogo e de cinzas, um mar infinito de sofrimento e de lágrimas", de acordo com a sua visão de mundo, segundo a qual “por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o mais horrendo e cruel", e que, "no fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las". Isso levou a que o livro fosse considerado ofensivo por diversos sectores da comunidade católica, a que ele sofresse perseguição religiosa em seu próprio país, e a que o governo português, pressionado pela Igreja Católica e por meio do então Subsecretário de Estado da Cultura de Portugal, Sousa Lara, vetasse este livro de uma lista de romances portugueses candidatos ao Prémio Aristeion por "atentar contra a moral cristã".
Em reacção a este acto do Subsecretário de Estado, que considerou censório, Saramago abandonou Portugal, passando a residir na ilha de Lanzarote, Ilhas Canárias , onde permaneceu até a sua morte." retirado de wikipédia

Para mim...
Decisão de leitura para 2016.
De leitura difícil com texto corrido, corrente de pensamentos confusa e de grande necessidade de raciocínio e muitas vezes de voltar a reler as passagens para chegar ao entendimento.
Uma das obras mais marcantes de Saramago onde este se propôs a mostrar um Jesus o mais humano possível, que causou o espanto e a não aceitação, porque Saramago era um ateu declarado.
Um livro irónico, inteligente e muito sensível. 


“Sendo Deus, tens de saber tudo, Até um certo ponto, só até certo ponto, Que ponto, O ponto em que começa a ser interessante fazer de conta que ignoro.”

"Homens, perdoai-lhe, porque ele não sabe o que fez."

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