terça-feira, 26 de abril de 2016

A anemia sideropénica é ...

A anemia sideropénica é o tipo de anemia que responde por cerca de 90% dos casos de anemia diagnosticados e é causada pela deficiência de ferro. O ferro é um dos principais constituintes da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigénio para os tecidos. Neste tipo de anemia a ingestão de ferro está menor que o mínimo necessário para as atividades do organismo que precisam de ferro. A forma de reservas é a ferritina ou hemossiderina. 

As causas poderão ser inúmeros para além de dieta pobre em ferro, síndroma da má absorção, hemorragias internas, perdas digestivas.

Os sintomas no caso de uma anemia branda poderão nem existir mas quando eles existem podem começar sendo: mau humor, fraqueza ou cansaço, dores de cabeça, dificuldades de concentração ou raciocínio. À medida que a anemia progride, pode aparecer: coloração azulada no branco dos olhosunhas frágeis, tontura ao levantar-se, palidez, falta de ar, língua dolorida, infeções mais frequentes, mãos e pés frios, batimentos cardíacos mais acelerados, falta de apetite e desejos incomuns de ingerir certas substâncias não-nutritivas. As anemias ferroprivas podem afetar também o desenvolvimento físico e mental das crianças, acarretando diminuição da capacidade cognitiva e do rendimento escolar. As condições que causam deficiência de ferro podem manifestar-se por fezes escuras, cor de canela, sangramento menstrual intenso, dores no abdómen, perda de peso.
Em estado mais avançado podem-se verificar dores de cabeça latejantes semelhantes às de uma enxaqueca. Como é uma doença que se desenvolve lentamente, pode passar despercebida por muito tempo

Para diagnosticar a existência de anemia, o médico executa um hemograma completo, observando especialmente o hematócrito e a hemoglobina. Um valor baixo de hemoglobina e do hematócrito dizem que a pessoa tem anemia, mas não indicam o tipo nem a causa dela. Devem ainda ser feitos exames para verificar os níveis de ferro no sangue, como ferritina sérica, nível de ferro sérico e, raramente, exame de aspirado da medula óssea. Outros exames podem ser realizados para investigar as possíveis causas de perda de sangue ou má absorção de ferro, tais como colonoscopia, exame de sangue oculto nas fezes, endoscopia digestiva alta, entre outros.

O conjunto de sinais e sintomas de problemas de má absorção variariam conforme os nutrientes mal absorvidos, podendo ocorrer desde cólicas abdominais e diarreias até a perda de peso progressiva com sinais claros de desnutrição, como pele seca e descamativa, anemia, perda de massa muscular, inchaços generalizados no corpo (edema), cabelos secos e despigmentados, inflamações da língua (glossite) e feridas no canto da boca (queilite ). Toda perda de peso progressiva com alterações das características das fezes mesmo com a pessoa se alimentando normalmente deve-se ter como hipótese má absorção intestinal, embora outras causas possam estar envolvidas.

As complicações da má absorção são défices nutricionais não revertidos que podem cursar desde sintomas específicos até desnutrição grave com óbito, portanto a causa da má absorção deve ser diagnosticada e tratada.


Na maioria dos casos, com o diagnóstico feito, os tratamentos conseguem controlar a doença de base e estabilizar as carências nutricionais, mesmo que seja através da reposição dos nutrientes mal absorvidos via “parenteral”, ou seja, através de via endovenosa ou intramuscular. Em casos onde a causa da má absorção não seja passível de cura o paciente dependerá de um acompanhamento médico constante, geralmente hospitalar, para realização de nutrição parenteral contínua.

(fonte: vários sites médicos sobre o tema)

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