quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 em revista



Eu prego as coisas nas paredes... 12 meses alfinetados à espera de serem embalados e dar espaço para o novo ano.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

School Trip

Porque depois de um funeral, o primeiro delas, nada melhor que não mudar de tema para cimentar conhecimentos que tenham ficado ainda ao de leve do dia anterior.



Assim rumámos à Cordoaria Nacional e passámos umas horas a ver pessoas mortas completamente dissecadas ao mais ínfimo pormenor.
Até eu esclareci umas quantas dúvidas.

E para quem ficou chocado com a afirmação de uma criança menina em pleno Ikea em hora de ponta, informo que deviam ter analisado com carácter científico o que ela disse: "Estou cheia de nervos!".
Sim, ela está cheia de nervos por todo o corpo. 
Não, não é uma doença feminina onde os homens gostam de descarregar as nossas neuroses que não entendem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

"A vida não é triste, tem apenas horas tristes"

Li esta passagem algures na internet enquanto deambulava, fora de horas, perdida e ficou-me presente não sabendo explicar o motivo.

A morte é uma dessas horas tristes.

Hoje vou enterrar mais uma parte de mim, do que me trouxe ao mundo, do que tenho a agradecer a mulher que sou.



Sou protegida por um exército de anjos da guarda que me têm amparado nos momentos mais difíceis, partilhado as alegrias e limpo as lágrimas.
Avô, és mais um guerreiro ao meu lado até ao fim dos meus dias.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Fim de 2015

2015 foi um ano que me ensinou muita coisa a todos os níveis.
Estou proibida de dizer que foi um ano mau, por isso emprego o termo de "desafiante"!
2015 foi um ano super desafiante para mim.

Aprendi que o amor vem da nossa capacidade de perdoar;
A raiva faz parte de nós e só nós temos poder sobre ela;
As palavras depois de ditas nunca mais poderão ser retiradas;
Amor declarado é para sempre amor;
Dar tudo não é amor;
Saúde é a nossa maior dádiva;
A família afinal não é tudo;
Saber dar sem querer em nada em troca por vezes é muito difícil;
As ações são em vida e não chorar depois da morte;
Dizer o que sentimos a todo o momento traz problemas;
Procurar ajuda sempre que sentimos que precisamos de ser ajudados;
Chorar limpa a alma;
Agradecer mais vezes cada dia que acordamos para o mundo;
Basta uma pessoa para estragar tudo;
Saber escolher o momento e as pessoas a quem nos queremos impor;
Aprender a perdoar todos os dias;
Orgulhar-me mais do que sou;
Amar mais, perdoar mais, calar mais; dar mais, viver mais...


Mas ainda que..
Enviar correio para a Guatemala é o mesmo que o mandar para Marte;
Prometer 2 chapadões a um chefe não é boa política;
Ou até dizer que "não me pagam para ser tão pró-ativa";
Esconder papéis ao chefe por pura malvadez paga-se em vida;
Despejar o quarto da criança para um saco do lixo só porque a avisei 200 vezes traz despesa;
Andar a fazer rally de carro na lama não é coisa que se consiga esconder sem o lavar;
A roupa interior faz parte necessária da indumentária;
Assistir a aulas de hidroginástica repetidamente traz má reputação;
Ir a dançar pelas ruas da cidade a ouvir música traz má reputação;
Rir-se quando a criança se espalha traz má reputação;
Obrigar o marido a saltar de avião traz despesa acrescida;
As tatuagens não são para mostrar descaradamente;
Mandar as pessoa para a p*** que as deu à luz alivia;
O cabelo tem personalidade própria a não contrariar;
Comer peixe faz mal aos dentes;
Acupuntura é fixe quando se leva as filhas;
Vomitar no lava louça não é fixe;
Nunca deixar uma máquina fotográfica à guardar de uma criança;
Desamigar pessoas e dizer sempre que foi culpa do programa;
Comer com uma régua porque nos esquecemos dos talheres;
Chamar vampiro à enfermeira nem sempre é de bom tom;
Dançar no hospital traz má reputação;
Dizer que adotei todos os que vivem comigo traz má reputação...


Que 2016 me trago o que ainda não consegui alcançar em 2015 e me dê o discernimento de regrar o que desplotei durante este ano.
A minha busca de mim continua por mais um ano.
São mais 366 dias de descoberta e aventura como nos votos de um casamento: na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

W.I.P.




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dias, dias, dias, dias

Às voltas com 301 mensagens só para me informarem que o meu pedido para exame médico foi aceite.
Não bastava somente uma a dizer que já posso ir fazer a dita ressonância magnética aos pirolitos e desembolsar uma soma considerável?

Mas o que me assusta não é o telemóvel sempre a apitar, é o facto de estar próxima a hora de se comprovar que eu provavelmente vou poder deixar de brincar dizendo que sou maluca.
E se virem mesmo que é só "black holes" nesta cena que trago em cima do pescoço?
Para onde vai o meu humor negro que sustenta a minha integridade psicológica?

É que já nem coisas fantásticas ao domingo há!
Porque afinal o domingo só começou lá para a tarde após eu ter conseguido expelir (por diversas vezes) o jantar do dia anterior.
Duvido que me voltem a convidar para jantares de Natal se souberem que no dia seguinte mando toda aquela comida por "el cano".

E ainda sou gozada! Por duas criaturas que andam por aqui a correr e que fazem apostas se vou vomitar ou não...

A minha honradez anda como a coca-cola zero.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Jantar de Natal √



Algures por aqui.
Se não aparecer mais é porque não achei senhoras simpáticas para ligarem para casa para alguém me ir buscar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Parar e refletir

Estão a ver aquelas situações das quais só hipoteticamente falamos nelas porque pensamos que nunca vão acontecer?
Desenganem-se porque acontecem.

Ir parar ao hospital, ter que passar lá a noite e ter alta precisamente às 8h da manhã.
Pés cá fora e a realidade era o frio gelado de Inverno.
O que pensamos que nunca acontece, acontece realmente... sem telemóvel, nenhum telefone público se encontrava a funcionar, nem 1 único táxi no parque.
Estive sentada num banco gelado das urgências do hospital a regelar a pensar que a única opção era ir a pé até à rodoviária (isto até seria viável se não fossem as dores).

Mas existem anjos!

E o meu foi a administrativa da secretaria da Urgência Pediátrica que ligou para me virem buscar.
A essa senhora maravilhosa deixo aqui o meu maior agradecimento por ter evitado que eu tivesse sido encontrado morta e geladinha numa valeta.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dúvidas existênciais

Será que possa adaptar como tipo de letra em todos os documentos lá do trabalho a "Jane Austen"?
Não sei, é só uma dúvida que se me colocou hoje...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

22/2015


Nome: Yoga para nervosos
Autora: Hermógenes
Pontuação: 2*


"Pioneiro em Medicina Holística no Brasil, Hermógenes foi criador do Treinamento Antidistresse, do método Yoga para Nervosos e colaborador (com yogaterapia) da 32ª Enfermaria da Santa Casa (RJ). O autor divide o seu tempo no trabalho na Academia Hermógenes, na publicação de livros, na produção de artigos para a imprensa, na organização de cursos, seminários e teses para congressos científicos, além de ainda exercer as actividades de conferencista e escritor." em wook.pt

Para mim...
Em nada veio acrescentar ao que já tenho lido sobre o assunto.
Demasiado religioso ao ponto de ser desinteressante, pouco teórico, supérfluo nas explicações do que realmente interessa para quem se decide a ler este tipo de obra.
Engraçado ter retirado pequenos excertos que os posso aplicar atualmente a pessoas que me rodeiam:

"fracas de espírito", ou seja os de personalidade e mente amorfas, vidas inconscientes que buscam segurança, aceitação e prestígio no meio em que vivem, renunciando consequentemente ao dever de serem autênticas. O medo de ser diferente leva o fraco a imitar os do grupo."

"não aceite cabrestos químicos, físicos, psíquicos ou de qualquer outra natureza."

"Os adultos não querem ser chamados de velhos enxeridos e, por medo ao ridículo, aceitam vestir o frustrador camisolão da "respeitabilidade" (às vezes só de aparência) e reprimem a sua autenticidade. É mais uma das manifestações da conveniência de "ser igual" aos outros adultos."