segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Turbilhão no peito

As coisas têm decorrido difíceis, muito difíceis, por mais que amemos o nosso trabalho há sempre um ponto de viragem que nos faz duvidar se a nossa paixão será digna.
Mudam as pessoas, mudam os nossos objectivos, deixamos de fazer o que gostamos e a paixão desaparece.
Cada dia que passa deixamos de nos sentir pessoas, exigem, reclamam, questionam e a pressão torna-se uma constante diária.
Uma pressão que faz com que no final do dia não nos consigamos lembrar de 75% do que fizemos e embalemos à noite na almofada um sentimento de vazio e impotência.

Chegamos a um ponto em que a nossa personalidade define como vamos reagir e a raiva em mim ganha membros, dedos, unhas. Ganha um forma humana.
Eu sou uma forma humana!

Sem comentários: