terça-feira, 6 de outubro de 2015

Perda de identidade

1 ano e 4 meses de luta para não me perder no processo.
Eu que sempre me insurgi agora revejo-me em cada cena e fala como se fosse um filme que eu já tivesse visto dezenas de vezes.
Eu não me chamo "mãe", nem "mãe da Joana" ou "mãe da Beatriz"!
Chamo-me GABRIELA, muito prazer!
Um parentesco não altera o meu nome oficial tal como a minha orientação sexual não define a minha inteligência ou educação.
Por ter adotado o papel de mãe nesta sociedade não quer dizer que passe a viver 200% de mim para elas, elas são um complemento do que quero deixar neste mundo, alguém a quem passar os meus princípios.
Um complemento tal como o é o meu marido que se chama Hugo, ou como eu própria sou o complemento de alguém, uma mãe que se chama Isabel e um pai que se chama Manuel e um complemento do mesmo sangue que honradamente chamo de irmão e que se dá pelo nome de Pedro.

Eu não me quero perder no processo e luto com todas as minhas forças cada dia que passa para não me tornar numa sombra das minhas filhas.

O meu nome é Gabriela!


2 comentários:

Pintoreska disse...

Como eu te compreendo!!! Ainda não posso com o "oh mãezinha!"

Gabriela... disse...

Ahahah!
A mim tira-me completamente do sério, mesmo que é o Hugo que grama com as idas à escola.
:)