sexta-feira, 5 de junho de 2015

1.ºAno


E principalmente quem mudou fui eu.

Pela primeira vez aceitei-me como sou, o meu corpo com todos os seus defeitos e belezas. Culpa delas ou não mas deixei de me sentir intimidade por usar roupa justa ou mini-saia imprópria para a idade, não pela irreverência mas simplesmente porque me sinto bem. A magreza já não me causa desconforto.
Sinto falta do barulho quando elas não estão, das teorias da batata e até dos já acentuados sintomas de adolescência.
Aprendi a gostar dos abraços e dos beijos na boca.
Redefini prioridades.
Decidi que afinal gostava de viver mais uns anos e que a minha passagem pelos hospitais vai ser somente mais um teste à minha resistência.
Partilhei o que mais prezo: gatos, música, leitura, ser irreverente, respeitar o mundo em que vivemos...

Sinto que se cumpriu um dos meus grandes objectivos nesta vida: ser mãe de coração.

4 comentários:

Isalia disse...

E é com grande orgulho que leio estas tuas palavras. Eu que acompanhei o processo digo te que a vida é feita no altos e baixos mas no fundo tudo vale a pena e elas são a prova disso. Beijocas

Marilena disse...

Desejo-vos as maiores felicidades.
Lá diz o ditado "Parir é dor, criar é amor"
Beijinhos

ELF disse...

quando é que pões aqui um botão de " GOSTO!" ? Bjs

Cartas a Si disse...

Uma grande mãe do coração, que todos os dias ensina às filhas como a vida vale a pena. :)