quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Teorias do "povinho"

Eu tento acreditar que o "povinho" consegue ir um pouco mais além do que isto, que são pensadores o suficiente para não dar o óbvio como dado adquirido e simplesmente considerar a possibilidade como outro caminho.
Eu tento interiorizar que talvez seja pela minha idade, por ter uma vida e relação estável que seja bombardeada por conclusões tão... vá chame-mos-lhe absurdas.

Comento que estou a ser seguida por um ginecologista: Estás a tentar engravidar?
Vou fazer vários exames hormonais e outros mais aprofundados: A senhora está grávida?
Ando a vomitar pelos cantos e passo os dias com cara de enjoada: Vem aí bebé?

Ora eu posso estar a sofrer de uma doença gravíssima, em estado terminal e mesmo assim o povinho só lhe discorre para a procriação e trazer mais crias a este mundo, que não sei se já repararam está em crise?
Por acaso é doença, mas ainda não é gravíssima nem terminal, mas se por acaso tiver que ser operada de certeza que "vou para o hospital para parir o rebento".

Haja pachorra!

3 comentários:

Isália disse...

Isto a nossa vida e a vida do povinho virou cliché... se estas enjoada vem ai bebé, se estás doente, vais morrer. Simplesmente a alegria e a tristeza, a saúde e a doença (onde eu ja ouvi isto) fazem parte da vida de toda a gente

Gabriela... disse...

Mas não é isso que meto em causa, a vida é a vida e tudo o que a compõe.
Meto é em causa é as conclusões assumidas por estados de todo incertos!
As pessoas assumem que sabem tudo à partida sem sequer colocar em causa que nem tudo é linear...
Li uma frase dessas de grafite escrita numa parede na parte velha de Leiria que dizia mais ou menos assim: "Se todos pensam igual é porque realmente não estão a pensar!...

Cartas a Si disse...

Infelizmente sei bem do que falas! Quando há tempos cortei o cabelo bem curtinho, tive uma data de pessoas a perguntar-me se eu estava doente. Nem quero pensar se tivesse feito a carecada que tinha em mente, nessa altura já me estavam a enterrar. Eu tenho pena dessas pessoas, têm vidas tão tristes e desinteressantes que a nossa vida é a única coisa que as anima.