sábado, 3 de março de 2012

Millennium 2 - As mulheres que odeiam os homens

Considero-me uma observadora atenta da sociedade, mais que o comum normal, e talvez por isso um tanto ou quanto mais revoltada.
Após vasta experiência e análise posso concluir que os homens de hoje em dia se dividem em 2 categorias distintas:

1. Os excessivamente simpáticos e cavalheiros
2. Os brutos e mal educados

Os primeiros primam por anular qualquer mulher física e intelectualmente, com tanto cavalheirismo e simpatia que até enjoa e faz com que muita mulher fuja de pavor após os primeiros contactos. 
Eu sou uma delas, tenho uma alergia grave a esta variedade e tento manter a maior distância possível.
Para eles a mulher é uma Deusa detentora de toda a fragilidade tal qual vaso chinês da dinastia Ming!
Não a deixam carregar nada, levantar para ir buscar algo, tentam fazer tudo o que ela tem para fazer e ainda se oferecem para fazer o que ela sequer ainda nem pensou, não a deixam abrir uma porta ou tratar de um papel numa repartição de Finanças.
Fazem, limpam, obedecem... ladram e rebolam se for preciso.
Mas não possuem a capacidade de tomar uma decisão que seja por eles e são do mais inseguro que existe à face da terra, massacram a mulher com perguntas sempre na tentativa de fazer tudo ao gosto dela.
Conhecidos por usar expressões como "Não faças...", "Não precisas...", "Queres que te..." e a terrível utilização da expressão "nós" pouco depois de se conhecerem.

A segunda categoria, irritante igualmente, procura na mulher uma extensão da mãe deles, mas perfeita em todos os aspectos.
Completamente dependentes, não sabem sequer estrelar um ovo ou fazer uma cama como manda a etiqueta.
Para eles a mulher nasce a gostar de cozinhar, limpar, tratar da roupa... literalmente ser mãe aprimorada dos filhos adultos de outras mulheres.
Mulheres que se subjuguem a  categoria anulam-se em pouco tempo e tornam-se apenas em sombras.
Estes simplesmente não entendem que uma mulher dos dias de hoje não é obrigada a gostar de cozinhar e que não está desesperadamente à procura de uma família, muitas de nós estamos bem como estamos.
Conhecidos mundialmente por usar expressões como "Se tu fosses minha...", "Tu não vais/fazes porque eu..." e envergonhar publicamente a mulher em frente a amigos e conhecidos por falta de educação.
Esta categoria eu até consigo suportar, simplesmente pelo facto que lhe podemos bater os pés e eles não fugirem a ganir ao primeiro barulho, mas até a minha paciência tem limites.




 E agora muitos de vós questionam-se:
-"Gabriela, será que denoto aí uma pequena raiva pelos homens?"

Ao que eu respondo:
- "Pequena? Não estão mesmo a ver a grandiosidade do quadro que pintei!"

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