sábado, 20 de agosto de 2011

Sobre a vida e a morte

"A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais."

Epicuro


Por mais anos ou experiências que passe não sei lidar com a morte, acho que nunca ninguém saberá e com o passar do tempo sinto que pequenos pedaço de mim se perdem no tempo e no espaço. Ficam simplesmente paralisados, um futuro que poderia ter sido mas nunca será...
Ontem chorei novamente a morte, despedi-me de alguém e regressei de coração nas mãos por tão efémera ser esta nossa passagem.
Enterrei um rapaz de 23 anos, que vi nascer, crescer, estudar, trabalhar, namorar...
Enterrei mais um bocado de mim num cemitério que está a ficar cheio demais de pequenos pedaços meus.


Ecoa-me nos ouvidos não o lamentar de uma mãe que perdeu um filho cedo demais, era demasiado jovem para ter ficado onde o deixámos, mas sim o de uma rapariga cheia de sonhos e desejos (tal como qualquer jovem) que de um momento para o outro viu todos os seus sonhos desabar:
"Quero a minha vida de volta!"

Sinto um buraco no peito que doí imenso, um buraco que teima em não sarar porque não deixo de perder as pessoas que gosto. Enrosquei-me na cama, tentando que os bocados não se separassem e lembrei que nunca ninguém disse que a vida era justa... simplesmente que valeria a pena.

Toda a notícia aqui.



Prometam-me uma coisa, um dia quando eu morrer, não me deixem aqui... enterrem-me lá, junto dos meus. Por favor!

4 comentários:

Ana Catarina Oliveira disse...

Foi sem dúvida uma perda.. Apenas o conhecia de vista, mas não merecia o que lhe aconteceu. :(

Cor de Chá disse...

Amiga, qualquer coisa estou aqui. Grande beijinho

Janine Bettencourt disse...

:(

Isália disse...

ó miga, caiu me tudo ao chão quando me contaste. força amiga. neste momento nada que se possa dizer vai aliviar a dor da perda. Só o tempo...o tempo irá encarregar-se disso. força para ti e para a familia. jinhos grandes