segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ao meu pai que é um gajo "cool"

Como qualquer adolescente que fui tive os meus pequenos desacatos com a vida, confesso que sempre fui rapariga de humores inconstantes em que num momento estava pacífica, em outro ficava roxa de raiva ou então dava-me para chorar qual Maria Madalena até quase me esvair de qualquer liquido que me abunda-se o corpo.
A idade não trouxe tudo e mesmo depois dos 20 tinha ataques de típico histerismo de mulher que agora acho que eram certamente de outro mundo ou estaria eu possuída por qualquer demónio... às tantas fui abduzida por qualquer extra-terrestre nas minhas constantes incursões pelas vidas mundanas dos Estrunfes.

Mas depois dos 30 e graças a uns comprimidos manhosos considero-me finalmente calma de espírito e até o meu querido pai quis acabar com todos e quaisquer vestígios do meu passado vergonhoso mandando destruir um dos marcos mais flagrantes da minha vida, objecto pelo qual mais chorei à face da terra.
Objecto pelo qual passei tardes de fim-semana a chorar, sentada no chão do escritório e encostada à parede como se tivesse sido trespassada por uma espada e estivesse em sofrimento atroz.



Pai, o meu muito obrigado por teres finalmente te livrado da impressora que arruinou grande parte da  minha vida estudantil.
Em que eu tinha que imprimir trabalhos enormes e ou não imprimia, ou enrolava as folhas todas ou simplesmente ficava sem tinta... eu, fraca de espírito limitava-me a chorar à espera de um milagre!

2 comentários:

Cidchen disse...

É bom recordar! :D

Cláudia disse...

Tenho ali uma igualzinha.... Fora de serviço! lol