sábado, 27 de novembro de 2010

ÉS MEU

Honestamente não é o meu tipo de leitura, um livro consagrado à possessividade, crises de identidade, doença terminal, eutanásia, dilemas existênciais.
Um livro carregado demais de amargura e sentimentos negativos, um livro forte demais para a leveza com que tento carregar a vida.
No fundo uma carta a uma enfermeira por uma mulher que desliga a máquina à qual o marido estava ligado para poder sobreviver na fase terminal de um cancro.


Mesmo assim retirei grandes frases com muito sentimento para mim:

"O amor por alguém, quando é grande, deveria tornar-nos apaixonados e tolerantes, amigos e compreensivos, felizes e em estado de graça - mas não é assim, infelizmente que as coisas se passam."

"... podemos ser três coisas e todas em simultâneo.
Primeira: o que somos, o que sentimos. Segunda: o que pensamos que somos e sentimos. Terceira: o que queremos que pensem que somos e sentimos."

"Nada tenho de contemporâneo quando se trata de cumprir a minha natureza e de fazer dela uma prioridade sobre tudo e todos, mas sei que a força para ignorar ou vencer o bicho que nos habita não é tão facultativa como nos dizem os padres."

Penso um dia ganhar coragem e experimentar outro livro da Rita Ferro na esperança que não seja tão pesaroso como este.

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