domingo, 17 de outubro de 2010

Naϊve, Super, by Erlend Loe


O último livro que li e já devolvi ao dono, com vergonha pelo tempo que andou comigo a passear.
O facto de ser em inglês não é motivo pela minha demora, mas sim pela minha falta de tempo muitas vezes usada como desculpa para tudo. Passou a ser uma espécie de refúgio para muita coisa.

Confesso que o livro tem uma linguagem um tanto ou quanto estranha que demora até que nos habituemos, mas passa ao fim de alguns capítulos.
Retrata um rapaz durante uma crise existêncial, como muitas daquelas que nós mesmos passámos em alguma fase da nossa vida e confesso que me revi em muito do que li.
Ele chega ao ponto de fazer listas de coisas da sua vida, do que tem e do que não tem, dos animais todos que já viu, coisas a que ele tenha ficado agarrado emocionalmente, do que ele acha que o faria feliz.
Ele não se envergonha da crise que atravessa, declara-a e refugia-se no vazio apartamento do irmão e faz amizade com o vizinho de 5 anos com quem partilha muitos dos dias.
A sua ingenuidade sobre muita coisa da vida,  o seu ainda fraco sentido de arriscar, o seu dilema sobre a existência de muita coisa existente no Universo, como o próprio tempo são a base de todo o livro e do seu tentar resolver todas as pontas sem nós que tem na sua vida.

Achei um livro um pouco enfadonho, mas no final ficou aquele saborzinho amargo por ter acabado a última página e não ter ficado a saber se ele tinha começado a namorar com a moça que conheceu ou não...

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