quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Coisas dos E.U.A.

Desde que o meu irmão se foi, digo para as "Américas", todos sabem que tenho ido mais a casa (ter mudado de emprego também ajudou) e tenho observado estranhas coisas em cada um dos que me rodeiam.
Ora ao fim de quase 1 ano que ficámos separados, a minha mãe continua basicamente na mesma, fala-se do filho e ela lamenta-se do "seu querido menino" que "está lá sozinho", "coitadinho dele que está mais magro"(...) é melhor ficarmos por aqui senão isto virava um muro das lamentações.
A minha avó acho que já nem se lembra que ele existe, é um facto.
O meu avó, continua lá no hospital, e esse acho que só agora sabe que ele próprio ainda existe.
O resto da família fala dele de vez em quando e diz que ele já não volta (isso queriam vocês sua carrada de invejosos).
O meu pai esse foi o que me surpreendeu!
Nos primeiros meses dizia que se o filho fica-se por lá que nunca o iria lá ver. Porquê?
Porque se o avião cai-se ele não tinha fôlego para beber a água toda do mar (é esperto o meu paizinho não é?... saí à filha), mas (porque as merdas da minha vida têm sempre um "mas") o senhor mudou de conversa recentemente.
Pleno almoço de família (agora que o lugar do meu irmão foi ocupado, ou melhor o Hugo está no lugar dele, a minha avó no meu e eu estou no da minha mãe e essa foi enviada para o canto da mesa... as coisas mudam na vida, xiça) mas continuando, o meu pai sai-se que se o filho lá ficar até o vai ver... MAS... só vai se for comigo!
Ora, cá está a filha de peito inchado que um dia ainda vai aos "States" acompanhada do dito progenitor.

- Mas pai, se tu tens a condição de ir lá só comigo eu quero negociar a minha condição?
Eu faço de tua acompanhante e tu apresentas-me o Robert Pattison? Negócio fechado?


(porque acho que todos já estão fartos da minha pequena/grande nuvem negra decidi meter a depressão para trás das costas) 



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