terça-feira, 6 de julho de 2010

Longe da vista

Mas nunca longe do coração!
Desenganem-se quem ache que não pensamos no que não vemos, que não sentimos o aperto no peito do que já não nos rodeia... por vezes é quando mais pensamos nas coisas (e nas pessoas) quando já não fazem parte do nosso dia a dia.
Sempre fui considerada uma cabra de sangue frio, que só pensa nela e nos seus objectivos, mas muitas das vezes sigo caminhos por mim escolhidos com o intuito de preservar muito do que vai cá dentro.
Muito do nosso dia a dia, poderemos considerar o nosso trabalho, é como um casamento! Que se vai desgastando, ficando escarçado, os sentimentos bons já não abundam tanto porque ninguém está para fazer o jeito a ninguém, o espírito de competição acaba por fazer com que os sentimentos fiquem presos por uma simples linha, fina e transparente à luz que ou parte ou torna a engrossar e a ganhar textura.
Nem sempre sabemos lidar com isso e nem sempre estamos disponíveis para isso.
Eu sou mais do tipo "não estou  disponível", longe de ser a cabra de sangue frio e egocentrista.
Aprendi com a vida que não se mudam as pessoas e que depois de se tentar várias vezes mudar as situações e continuar tudo na mesma devo seguir caminho e não perder o meu tempo.
Assim o faço em todos os campos da minha vida, desde a profissional como a sentimental.

1 comentário:

Carla disse...

Gostei bastante do post. Nestes últimos tempos tenho-me mesmo apercebido de que as coisas funcionam assim! E para não nos magoarmos tanto temos mesmo que ser umas "cabras frias"! Enfim.. c´est la vie