domingo, 30 de novembro de 2008

Também há as coisas positivas

Ter um marido bombeiro não é mau em tudo.
Sei que é chato ter que dormir sozinha, passar certos fins-semana sozinha e até passar dias sem lhe meter a vista em cima (como já aconteceu), é preciso ter estofo confesso.
Mas no revés da moeda podemos apreciar bem de perto um mundo que é totalmente impossível de ver e observar ao comum mortal. É a cumplicidade, as amizades, as brigas (sim, porque também as têm), o amor (e é tanto, o Hugo é gozado por ser dos poucos que casou com uma gaja que não é bombeira!), mas também é verdade que graças ao facto de não partilhar com eles esta actividade de ajuda ao próximo... para mim é e sempre será a bixarada, sinto-me um pouco excluída do pequeno mundinho deles.
Mas...
Há coisas tão boas mesmo assim!
Como poder passar uma tarde a beber café pingado (era mais leite com café, mas prontos) acompanhado de um bolo de Alfeizerão oferecido por uma senhora como agradecimento pelo salvamento da sua cria (vulgo criança) numa tempestade há uns tempos. A isto junta-se €€, comida, garrafas de vinho (uiii, então vinho do Porto vai lá vai) e todas as 1001 coisas que as pessoas dão para agradecer a ajuda.


Foto retirada daqui.

Porque o nosso tinha a tampa completamente escrita com uma linda carta da senhora a agradecer, daquelas quase de puxar à lágrima.

Agora vou ali continuar a curtir o meu fim semana prolongado e esticar-me à lareira.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Afinal é 6.ªfeira hoje

Hoje foram precisas medidas extremas para me convencer que era 6.ª feira. Para mim hoje ainda seria uma 5.ª feira trabalhosa como previsto, mas não, será uma 6.ª trabalhosa.
Acho que isto de andar a contar os dias que me faltam para ir embora anda a mexer com o meu calendário semanal, sei em que dia estamos mas não faço a mínima a que dia da semana.

Então assim começou uma 6.ª feira, com uma aposta logo bem cedinho ( e que ganhei!! Deves-me uma pizza e 1l de coca-cola, fax favor) e poder apreciar com um sentimento de missão cumprida a nossa Matilde a brincar. Para gata receosa e medrosa, que não saia do seu canto, agora corre a casa ( e é cega quase a 100%), ataca os outros nossos residentes ( eu passo a vida a apanhar tufos de pêlo que ela lhes arranca), brinca com ratos e peluches ( bolas não é com ela), come comida de lata surripada aos outros ( porque eu não lhe dou dessa) e, o mais giro, a menina já aprendeu a ir à areia e tapar (ela era do tipo fazer e andar e quem se senti-se incomodado que lá fosse... calhava sempre ao Ruca que com cara de caso ia lá fazer o jeitinho).


Posso dizer que sou uma mãe gata babada. Educação os meus meninos têm com fartura e palmadas no rabo também.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Astro rei

Aprendi a gostar de astrologia com a minha mãe, passei a não poder passar sem ela com a minha colega.
É claro que neste ponto da minha aprendizagem nem toda a astrologia barata me serve, vão-se refinando os gostos e aprofundando os conhecimentos.
Com ela conheci um site que me surpreende imenso pela credebilidade da informação (pouco ou nada sai fora do que realmente são os meus dias ou como me sinto).
Num secção muito engraçada de previsão tenho seguido meticulosamente o que previram e está previsto no meu mapa astral.
A minha inquietação desde março deste ano que se vai estender até janeiro do ano que vem, porque será! Inquietação esta que iria culminar num romper de algo, uma relação, no trabalho ou até no meu corpo com sérios problemas nervosos.
Falam de uma certa paralização que se vai extender até 2010 que me vai impedir de ver claramente qual a minha direcção de vida, a falta de energia tem e será uma constante. Dizem mesmo que se for problemas no trabalho para evitar a tentação de mudar. Azar, já está em processo.

Depois o período exacto deste momento: novembro até agosto do ano que vem fala em mudanças radicais.
Estou a atravessar o impacto que ocorre com toda a gente a cada 29 anos (estes são os meus primeiros) e tudo agora depende de como eu vivi a minha vida até agora. Se bem ou mal agora virão os frutos! O ano passado tudo começou a mudar ( é verdade, bem verdade) e consciente ou não estou-me a libertar de tudo o que não for relevante em relação ao que sou como ser humano. Poderei ter uma sensação de perda mas tenho que me mentalizar que estas perdas são necessárias para me preparar para o próximo ciclo que será o mais importante da minha existência.

Tudo isto e passo a citar:

"todos esse "ataques" obedecem a um fundamento. Este trânsito vem mostrar- lhe que você ainda não chegou ao fim de sua busca da realidade, havendo muito espaço para crescer. Veja a situação dessa forma e assimile aquilo que lhe for mostrado. Quanto mais resistir e tentar negar o que estiver ocorrendo agora, mais difícil será este trânsito. "


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Miauuuuuu!

Acho que todos precisamos de choramingar um pouco, pedir colo e docinho... nem que seja um simples queque de noz.
Depois de barriga satisfeita e poder-se dizer que se teve um excelente fim-semana vem a terrível 2.ª feira capaz de deitar abaixo qualquer ponta de alegria.
Nestes já 10 anos que posso dizer que pertenço à classe trabalhadora aprendi que nunca, mas nunca se deve falar mal da entidade patronal e isso é um ponto bem assente. Mas também até agora nunca tive nenhuma que me desse razões para queixas (mesmo a que me ficou a dever os meus direitos todos após despedimento ilícito, mas vinguei-me 2 anos depois por isso pessoal "Ficámos quites!").
Eu nunca tinha conhecido o significado de pressão psicológica, atentado à individualidade e direito de expressão.
Estou saturada do "não mexe, não fala, não respira"!

Eu já não vou lanchar, evito ir ao wc, não atendo o telemóvel, digo adeus do meu lugar a quem passa na rua e eufóricamente me acena, eu deixei de ver o meu mail... eu até tenho receio de respirar.
Sinto-me encurralada, ameaçada, controlada ao mais simples suspiro.
Estou farta!
Com o frio que tem estado e hoje até o aquecedor me fecharam à chave.


Mas deixo aqui assente, sou eu que vou ganhar!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ode ao gato II


"Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis."
"Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.
Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento."
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo."




ODE AO GATO de Artur de Távola

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rotinas

Antigamente era ao fim semana que mais tempo eu tinha para andar de volta dos blog's e actualizar tudo, não sei que raio de voltas deu o meu relógio que agora o cansaço e falta de tempo do fim semana se arrasta pela 2.ª feira também.
Trago comigo listas infindáveis de coisas pendentes, que se vão arrastando e nem que eu me desdobre em 3 consigo dar conta do recado todo.
Em 5 meses toda a nossa rotina lá de casa se alterou radicalmente e acho que vai demorar ou já não vai mais entrar nos eixos.
Andamos a tentar nos adaptar ao novo método de organização mas tem sido dificil, parece que ficam sempre coisas por fazer.


Até eles andam alterados, de 2 passaram para 5 e ainda não conseguiram perceber o funcionamento da rotina lá de casa (aquela que agora não há).
A mãe aqui que devia de chegar cedo e dar a arrumação geral, fazer a janta e dar os miminhos da praxe chega depois do homem da casa... que tem um ritmo e prioridades completamente diferentes.
Andamos assim meio desorientados meio sabe-se lá como.
E as mudanças prometem não ficar por aqui...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

eu também tenho medo e choro

Ultimamente não tenho conseguido evitar chorar.
Nunca fui muito de sentimentalismos, chorar só mesmo de raiva, mas nas últimas duas semanas há assuntos que me tocam num ponto muito sensível do meu ser, do meu coração, da minha cabeça.
A felicidade!
Ver os outros felizes, pensar se sou feliz ou se me falta algo para ser ainda mais feliz... é claro que falta.
Não sei explicar esta queda para as lágrimas que tem vindo a crescer gradualmente quanto mais se aproxima o dia da consulta no hospital.
Tenho pensado nos últimos dias que vou desistir de tudo, que não quero saber, que tenho medo.
Se calhar é isso, simplesmente tenho medo! Ou é o facto de eu ser tão casmurra que sempre consegui alcançar tudo o que queria na vida e tenho-me deparado nos últimos 2 anos com um aço que não consigo dobrar a meu favor.
Hoje por incrível que pareça correram-me as lágrimas pela cara abaixo quando falei na maldita consulta e disse "Eu desisto, eu não quero!".
Talvez o "porquê eu?"
Disseram-me para me sentir feliz por saber o que quero, por nunca ter tido quaisquer dúvidas nestes 2 anos que entretanto passaram que sim, quero ter um filho e ainda por ter alguém a meu lado que me completa.
Não tenho suportado nestes 2 anos certas situações que me rodeiam e nos últimos meses tenho pavor e sinto que ninguém me compreende. Tudo é feliz e perfeito!
Sinto que ninguém entende e sente o que falo, sinto que fogem ao assunto quando eu tenho mais necessidade em falar e dizer "sim, eu não consigo ter filhos. sim, eu vou ser seguida no hospital nas consultas de infertilidade".
Nestas alturas nem mãe, sogra, cunhada ou amigas me valem. Não entendem!
Talvez o único que até agora tenha falado com mais descontração do assunto tenha sido o meu próprio irmão, disse "eu vou ter um sobrinho que vai vir de um frasco, vai ser todo por encomenda... loiro, de olhos azuis, musculado e 1,80m". É disto que eu preciso, será que ninguém percebe?

Mas do que eu tenho pavor, de tudo. Medicação, injecções, punção, implantação! dar negativo
E ter que voltar a repetir tudo outra vez...


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O porquê de um blog?

Nestes 3 anos que passaram desde que me iniciei neste sub-mundo da blogosfera deparei-me imensas vezes com a redundante pergunta "Porque manter e continuar com os blog's?"
O primeiro instante é dizermos "Porque sim, porque é giro!", mas com o passar do tempo vêm as eternas dúvidas sobre se realmente valerá o esforço mediante os repetidos atentados à individualidade de cada um.
E quais são os atentados mais frequentes?
Ora, acho que isto é do domínio público... cópia de fotos, cópia descarada de textos pessoais e demais usurpações que quem tem um blog é alvo diáriamente.

Quantas vezes não nos deparamos com páginas em que foi anulada a função do lado direito do rato!
Quantas vezes vagueamos por blog's em que as fotos apresentam-se marcadas com o link! ( eu sou uma delas!)
Tudo isto tentativas de evitar cópias descaradas, mas quantas vezes não damos com elas!

Mas vejamos uma coisa, ao colocarmos o que é nosso num domínio público sujeitamo-nos a todos estes roubos alheios... não podemos evitar isso uma vez que nem todas as consciências se regem pela mesma linha de regras de respeito pelo próximo.

Espera, podemos evitar! NÃO TENDO UM BLOG OU SER PRECISO CONVITE PARA O VER.

É aqui que se entra no dilema: mantemos o blog como meio de inter-comunicação com todos os que nos são amigos e que partilhamos este espaço, do qual conhecemos também muita gente nova e troca de experiências?
Ou aguçar a curiosidade alheia de quem vem apenas engordar-se de inveja e desdenhar quem somos e o que fazemos?

É um risco! E para mantermos um temos que nos sujeitar ao outro.

Eu já tive fotografias copiadas e textos copiados e comentados, não pelos melhores motivos. Mas isso, depois de muita reflexão, não me vai impedir de dar a cara por este meu espaço.
Sou eu aqui, com fotos minhas o mais actualizadas possíveis, tudo o que escrevo é pura realidade e tudo o que partilho é aquilo que costumo chamar "de coração", não tenho problema em escrever sobre assuntos pessoais que muita gente esconde a 7 chaves, aliás é um bom meio de obter 1001 opiniões e sugestões que poderão me fazer ver o mundo de outra maneira e ultrapassar com mais facilidade todos os obstáculos.
Porque ninguém nasce ensinado e na partilha é que está o ganho no viver e aprender.

Sei que exponho a minha vida como se fosse um livro aberto mas não me arrependo porque nunca me arrependi do que possa ter feito ou de decisões de algo que venha a fazer.

Para a semana inicia-se um novo ciclo na minha vida e espero que estejam cá todos os que partilham este espaço comigo para me dar todo o apoio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Questões de €

Hoje, como é hábito todos os dias, lia o Jornal de Negócios Online ( ossos do ofício que se tornaram um vício) e leio mais umas das imensas notícias sobre a economia europeia... euribor, euribor, euribor!

O BCE está a reduzir as taxas tão abruptamente que nem os economistas estão a conseguir prever o futuro.
Pela 23.ª vez consecutiva as taxas descem, fixando-se agora nos 4,343% ( euribor a 3 meses, a que se tem utilizado mais nos empréstimos dos últimos 2 anos sensivelmente) dizem eles que atingiu o nível mais baixo desde 14 Fevereiro deste ano e já há economistas que jogam ao ar que vá descer até aos 2% no ano de 2009.
Por mera curiosidade fui ver quanto estava a pagar da minha casa no Dia dos Namorados deste ano e fiquei impressionada, se continuar a descer na minha próxima actualização em Janeiro de 2009 vou levar um corte substâncial na prestação. Apesar de pertencer ao grupo de felizardos que não estão apertados com a prestação da casa, graças ao pouco valor que neste momento devo ao banco (entre amortizações antecipadas e acordos de descida de spread) confesso que se se verificar as descidas previstas vai haver um extra mensal muito interessante.
Mas vou esperar sentadinha e é ver para crer, para o próximo mês já devo ter previsões antecipadas.


Foto retirada daqui.


Já agora para os que queiram aprender umas coisas muito interessantes sobre economia aconselho vivamente que sigam Pedro e o Blog.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Descendo do salto

Há pouco estava ao telefone com a minha mãe, nas nossas normais conversas de hora de almoço nestes quase 50km que nos separam e fomos bater à mesma tecla:

"Isto está a ser um ano filho da puta para toda a gente!"

Desculpem o palavrão e o descer do salto, mas somos portugueses e todos sabemos o que escrevi.

Casamentos desfeitos, doenças, quase falências, brigas e agora uma luta contra o cancro. Mas que raio nos falta acontecer e aos nossos que nos são próximos?

Portrait

Não mudámos nem um bocadinho.

Crescemos somente por dentro, em compreensão, paciência e amor.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

És tudo para mim



We'll do it all,
Everything,
On our own.

We don't need
Anything
Or anyone.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?

I don't quite know
How to say
How I feel.

Those three words
Are said too much.
They're not enough.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old.
Show me a garden that's bursting into life.

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads.

I need your grace
To remind me
To find my own.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old.
Show me a garden that's bursting into life.

All that I am,
All that I ever was
Is here in your perfect eyes, they're all I can see.

I don't know where,
Confused about how as well,
Just know that these things will never change for us at all.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?


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Sempre que ouço esta música penso em ti.
Vá-se lá entender porquê, são aquelas pequenas coisas que nos marcam o coração e não sabemos explicar.

Talvez porque há 2 anos (sim, 2 anos já) eras a única coisa que eu precisava e continuas a ser o meu elixir da vida todos os dias da minha vida.
Porque há 2 anos me fizeste parar, deixar de fugir de mim própria e dos outros e aprender realmente o que é viver.
Obrigaste-me a deitar e simplesmente olhar as estrelas e eu assim o fiz.
És a minha razão, és o meu pilar, és o meu guia.

Gostava que ouvisses a minha voz enquanto leio o que escrevo, a serenidade e certeza impera em mim.
Quero que saibas que 2 anos para mim não são nada, são apenas o início!
Mas foram os 2 anos mais maravilhosos que tive em toda a minha vida, em que realmente me desprendi de algo que só existia na minha cabeça e vi com olhos o quanto o mundo era belo.

A ti, meu amor, dou o meu corpo e a minha alma!


escrito a 2 de outubro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Sentimentalismos

Adivinhem quem já tem uma máquina fotográfica nova? Quem é? Quem é?
O Hugo fartou-se de me ouvir protestar e fomos os 2 escolher a minha nova menina, confesso que não consegui fugir à marca e trouxe uma Canon mas agora a bateria e fugi a passos de corrida das Powershot. Agora sou eu e a minha IXUS 85.

Para estreia e averiguar a boa qualidade (defendida pelo vendedor e pela net) ontem levou uma estafa no casamento a que fomos dos nossos colegas e mostrou-se estar à altura do que queria. Adorei! Vou comprar uma bateria suplente, não vá o diabo tece-las e tenho aqui máquina para muito tempo.

Quanto ao casamento foi o mais lindo que fui até hoje!!
Todos os pormenores foram simplesmente deliciosos, começando pela cerimónia que foi às 16h seguida logo do corte do bolo!


Depois entre petiscos andamos a passear pela quinta, que passo a publicidade foi na Quinta da Aldeia em Porto de Mós e é simplesmente lindíssima conservado todo os pormenores de uma quinta serrana.

Confesso que com a idade ando a ficar uma sentimentalista e ontem não pude escapar entre um abraço apertado com o noivo umas lágrimas de alegria. Não sei mas se não tivesse a certeza que não estava grávida não metia as mãos no fogo.


Esta foi sem dúvida a foto que tirei deles que gostei mais, acho que para mim digna do meu albúm de sala.


Depois do jantar e antes do baile tivemos direito a um strip parcial... porque agora o Nuno é casado e não se pode dar a esses desfrutes em público. Tudo no seguimento de uma brincadeira mesmo à bombeiros!!Acabámos com um buffet pela noite dentro.

Hoje estamos em resclado e a preparar mais uma semana de trabalho isto agora tem sido a 200% e sem tempo para mais nada.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Walter, o amigo do Achmed

Vejam pela ordem, é muito longo mas vale a pena.







(isto de não ter máquina dá nestas merdas)
Hoje ou amanhã já vou comprar uma!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Veredicto: descanso final


Sinto-me despida, sensação estranha relacionada com um simples objecto pouco ou nada normal de se sentir assim tanta falta.
Normal seria sentir-me despida de um telemóvel, de um PDA, uma agenda de papel... algo que guarda-se verdadeiramente informação preciosa para nós.
Mas não, eu sinto-me despida sem a minha máquina fotográfica.
Sinto-me incompleta como se me falta-se um braço ou uma perna, como se estivesse a ressacar de uma droga e anda-se completamente alheia o mundo. Fogo eu sinto-me assim.
Foram 2 anos e meio que me habituei a tê-la sempre na mala comigo para todas as ocasiões para todos os trabalhos! Sim, eu também preciso dela para trabalho ( que agora se vai acumulando aos poucos na prateleira do escritório à espera).
Ontem depois de muito correr o veredicto final saiu, morreu.
Talvez tenha sido eu a culpada da sua morte por a trazer sempre comigo e não a deixar respirar, nunca saberei.
Ontem passei umas boas horas a tentar escolher uma substituta à altura mas agora as máquinas modernas não têm a opção que mais adorava naquela. Sinto que nada a vai substituir, sou tão agarrada às minhas coisas que me custa aceitar a entrada assim de uma nova.
Na esquina da mesa da cozinha ficaram as 2 opções mais fiáveis, pode ser que o marido pegue nelas e lhe dê um ataque de generosidade.

Nisto eu vou perdendo pedaços de dias vividos, como o nascer do sol de hoje lindo e enevoado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

VENDE-SE

Máquina fotográfica da Canon em excelente estado de conservação mas em vias de ficar aos pedacinhos se não começar a tirar fotos.

Já não sei se o problema é das pilhas (recarregáveis) ou se da máquina mesmo. Carrego as pilhas e dá sempre bateria fraca e desliga-se e agora deu em tirar fotos que ficam brancas...
e eu que tinha uma coisa tão gira para mostrar.

Precisa-se de ajuda!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Questões de vestimenta

No próximo fim semana tenho um casamento e tinha um vestido muito "Betty Boop" castanho com muitos folhos e rendas para vestir.

Mudança de planos!

Com o frio que tem estado mandei a minha mãe empacotar o vestido até para ano (pode ser que apareça outro casamento para ir) e ando numa odiosa saga de comprar roupa QUENTE e com tempo contado.

1.º odeio ir às compras;
2.º odeio comprar roupa;
3.º odeio andar em lojas no meio dos cannibais;
4.º odeio ter pouco tempo para comprar o quer que seja ( no último casamento que fui demorei 2 meses a arranjar uns sapatos que gostasse, como vou comprar roupa para sábado!!)
5.º começo a abominar casamentos...

O marido esse não teve problemas, como sempre, vai fardado. Estou a pensar seriamente em aderir a uma actividade destas para não ter destes meus problemas existenciais

domingo, 2 de novembro de 2008

Finalmente! (take 3)

Poderosa a foto não? Acho que é mesmo ao estilo dele, devia de emoldurar.
O meu coxo vai recomeçar a trabalhar amanhã (yupi... mas baixinho para ele não ouvir, é que ninguém já o consegue aturar depois de 5 meses e uns dias em casa a trepar paredes).
A partir de amanhã poderei retornar com a minha longa conversa de tristeza de passar tanto tempo sozinha, mas é a vida.
Agora sabendo eu a diferença prefiro que ele vá trabalhar e eu fique aqui a lamentar-me para os gatos, é bem mais fácil!

Mas hoje já lhe disse, depois de 5 meses em casa o primeiro dia de trabalho vai vir para casa a arrastar-se (estão a ver as lagartas da BD?? tal e qual).
Enquanto o jogo do Glorioso não acaba vou pasmar um bocadinho ali para a minha bancada.