domingo, 10 de fevereiro de 2008

Resenha literária

Não costumo ter tempo para ler ao fim-semana... talvez uma falta de hábito minha. Mas neste, num lapso de tempo em que fiquei sem nada nas mãos peguei no livro que andava a ler e acabei as últimas 3 páginas que tinham ficado de 6.ªfeira.


Confesso que nunca pensei que este livro fosse assim. Não gostei propriamente do final... acho que me empolguei com todas as cartas e depois esperava um final daqueles de fazer chorar, mas não. Acabou numa carta, não gostei.

Como é hábito enquanto lia fui deixando marcas no livro de passagens que mais gostei, esta história foi uma delas:

"...parece um camponês que, depois de ter plantado a horta e ter visto despontar os primeiros rebentos, começa a ter medo de que algo possa danificá-los. Então, para os proteger das intempéries, compra um belo toldo de plástico resistente à água e ao vento e coloca-o por cima deles; para manter a afastados os afídios e as larvas, borrifa-os com doses abundantes de insecticida. É um trabalho sem pausas, não há momento do dia ou da noite em que não pense na horta e na forma de a defender. Depois, uma manhã, ao erguer o toldo, tem a má surpresa de encontrar rebentos podres, mortos. Se os tivesse deixado crescer em liberdade, alguns morreriam na mesma, mas outros teriam sobrevivido. A par dos que plantou, levados pelo vento e pelos insectos, teriam crescido outros, alguns seriam ervas daninhas e tê-los-ia arrancado, mas outros talvez tivessem acabado por florir, alegrando com as suas cores a monotonia da horta."

Sei que é um texto grande, mas só na sua totalidade se conseguiria perceber. Isto fez-me lembrar nós, a nossa mente... a nossa essência, o nosso espírito. Conheço muita gente que esconde o que realmente é para se ajustar ao que os outros querem que elas sejam e depois, um dia no final das suas vidas sentirão que realmente não viveram e que nunca foram elas próprias.
Escondem-se em peles que não a delas, dizem palavras que não conjugam com as suas bocas, simplesmente fingem.
Viver é sermos nós próprios, errarmos, aprendermos, criarmos amizades e inimigos... experimentarmos e vivermos tudo!!!

"... o coração do homem era como a terra, metade iluminada pelo sol e metade na sombra. (...) Como o corpo existe estamos na sombra, somos anfíbios, como as rãs, uma parte de nós vive cá em baixo e a outra metade tende para as alturas. Viver é apenas ter consciência disso, sabê-lo, lutar para que a luz não desapareça, vencida pela sombra.."

Esta tocou-me bem cá no fundo e no que todos que me seguem me têm dito nas últimas semanas. Não se pode para sempre ficar na escuridão... Abri as janelas de par em par e enquanto escrevo isto sou agraciada e aquecida cá dentro pelo sol, é só eu, ele e mais ninguém.

Hummm, que vou ler a seguir?

Já agora aceito sugestões de bons livros, adoro comprar livros e só me sinto mais completa quando acrescento mais um à minha biblioteca.
Digam-me o que mais gostaram de ler...



4 comentários:

Willow disse...

O livro que mais gostei de ler vem de longe. Li-o quando tinha uns 12 anos e continua a ser o meu livro predilecto.
Não é lá muito filosófico.. nem muito profundo.
Chama-se o Clã do Urso das Cavernas e conta a história de uma rapariga da pré-história com tal atenção ao detalhe que parece que estamos a ver toda a tribo a preparar-se para a grande caçada aos mamutes ou nas coisas mais simples do dia-a-dia como colher frutas.

Tita disse...

não sei o que aconselhar. ando a ler ainda Anjos e Demonio(que vegonha, há já bastante tempo que não lhe pego.jokas

Cor de Chá disse...

Livros... Hum... Eu adoro livros, adoro ler se bem que ultimamente ande com dificuldades de concentração. Eu acho que depende do gosto de cada um, como é óbvio. Mas vou-te dizer aqueles que mais gostei:

-Baunilha e Chocolate;
-Diário de um mago;
-todos do Nicholas Sparks, especialmente Laços que perduram, Corações em Silêncio e A Alquimia do amor;
-O codex 632;
-Querida Menopausa;
-...

Bjs

Cartas a Si disse...

Ultimamente tenho andado numa de policiais, estou a ler tudo o que encontro de um autor italiano chamado Andrea Camillieri. Falar do livro que mais gostei de ler é difícil, gostei de tantos e tantos há que ainda não li. Todavia, há um que li há uns anos atrás e que me marcou, é pequenino, mas muito lindo. Chama-se QUEM ME DERA SER ONDA e é de um autor angolano chamado Manuel Rui. O livro fala da amizade de um menino pelo seu porco, se tiveres oportunidade lê. Faz-nos reviver a inocência e a pureza da infância.