sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

"Baby i'm ready to go."

Esta tem sido uma semana que posso apelidar dos "partos díficeis."

Quer fisicamente quer psicológicamente, haviam coisas para sair que teimavam em deixar-se estar sossegadinhas e criar nervos a quem tinha que pensar nelas todos os dias.
Mas nasceram, finalmente!

Ontem chegou, mal acordei para o dia, a maldita declaração de liquidação. Guardei religiosamente no processo que agora já posso arquivar, mas antes disso fiquei tempo indefinido a olhar para ela e a pensar na raiva que aquilo me fazia. Digamos que o meu ponto de saturação chegou ao limite sobre este assunto, andei anos a fio a deixar ser "mamada" mas acho que o chupão já está grande demais e antes que eu fique sem piga de sangue acabou-se a mama. :D
É inacreditável como ao fim de tanto tempo eu ainda sou obrigada a andar a sustentar os outros e a resolver os seus problemas, mas este foi o último. Isso eu garanto!
Tento pensar naquilo que a minha mãe me disse: "Imagina que com esse dinheiro compras-te algo para ti!" mas não, nada disso. Eu fiz foi uma doação para a Santa Casa da Misericórdia ou melhor ainda para o bolso do outro. Mas adiante, é só mais uma que fica guardada para mim como todas as outras.
Morreu, encerrou e fechou-se o ciclo. Um parto que durou alguns anos mas foi bem sucedido.

O segundo parto também já foi, mas a criança está presa pelo cordão umbilical. Que espero que durante o próximo mês seja cortado e sarado.
Mas foi recompensador ver o sorriso do marido a entrar em casa e dizer "Acabou!" e a acenar-me com aquele cheque maravilhoso que religiosamente daqui a pouco vou depositar na nossa conta.

Já depois de jantar enquanto eu arrumava a cozinha e pensava em todo o dia e em tudo o que tinha acontecido, não conseguia esconder o meu sorriso de alegria. Nisto o Hugo instalava o leitor de DVD portátil no quarto e aproveitava para resolver um problema de mau contacto com a antena que nos fazia não ter todos os canais na tv de lá. Até que oiço:
"Já temos AXN aqui!"

E eu pensava, para com os meus botões "Óhhh, qualidade de vida!"

Nisto um gato roçava-se nas minhas pernas e ronronava. "E eu que pensava que os gatos não adoenciam no final do mês, mas muito pelo contrário a clínica hoje estava a abarrotar!"

Mas isso é outra conta do rosário...


"E afinal quem é que é...?"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Hábitos ou rituais

Hoje ao ler isto fez-me ficar a pensar.

A quantos hábitos diários eu também me obriguei para me sentir novamente viva e feliz pelo que sou.
Acho que nunca cumpri tantos rituais como agora, desde o acordar ao deitar. Pequenos gestos de grande valor que vão enaltecendo e conservando o meu sorriso e todo o meu ser, tal como sou.
Já houve alturas em que eu para mim não interessava, os outros. Só via os outros e o seu bem estar. E eu como ficava?
Não ficava.
Hoje posso dizer que adoro todo o meu ser, desde a pontinha do cabelo à pontinha da unha dos pés.
Aos cabelos brancos que disfarço e me dá asas para mudar e voltar a mudar.
Aos cremes e mais cremes que amontou no armário e sistemáticamente aplico quase com a precisão de um relógio suiço. Gel limpeza, tónico, creme para as rugas dos olhos, creme de dia ou de noite... esfoliantes semanais, mascáras de limpeza e hidratantes semanais.
Ao hábito de ir arranjar as unhas e finalmente conseguir ter unhas com bom aspecto e não curtas e com aspecto descuidado como tive durante muito tempo.
A depilação quase total (como entre risos diz a minha esteticista) e os banhos de lama que tanto bem me têm feito.
Idas ao ginásio durante a semana e que muitas mais valias me tem trazido, desde a luta contra o pneuzinho que teimava em começar a aparecer, à definição do corpo e sua tonificação, à perca da pouca celulite que tenho... felizmente sou agraciada pela hereditariedade. Às amizades que tenho feito, à troca de experiências, ao meu rabo ser motivo de conversa de café e troca de risos.
Acho que hoje em dia perco imenso tempo a tratar de mim mas isso faz-me ter mais tempo para tratar dos outros. Mimar, seduzir, acariciar.
Quando nós, e quando digo nós é o nosso ser interior, estamos bem para connosco e para com o mundo quem ganha são todos os que nos rodeiam.


A felicidade alcança-se com a plenitude do corpo e da alma e eu certamente que já a alcancei.
eu


"A beleza ideal está na simplicidade calma e serena"
por Johann Goethe

Nasceu!


Foto de Alcides


Ontem andei o dia stressada. Só não passei o dia agarrada ao telemóvel porque acho que stress já eles tinham... não era preciso mais uma.

Mas à noite enquanto eu fazia o jantar a abençoada mensagem chegou.

A Franscisca já nasceu!

Ao ver a reportagem feita pelo Alcides esta foto tocou-me muito!!


Apesar da distância que nos separa segui esta menina desde o dia em que se desconfiou do positivo, dos enjôos, das azias, do mau-humor, das noites mal dormidas, do choro, das dores nas costas... pude fazer parte de cada momento como se estivesse ali mesmo ao lado.

Hoje estou tão contente!! Mas tenho resistido à tentação de pegar no telemóvel, vamos deixar a mãmã descansar e a familia gozar bem o momento.
Amanhã.
Sim, amanhã...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

1 carneirinho, 2 carneirinhos, 3 carneirinhos

Não tenho dormido nada de jeito! Ou então durmo bem... mas pouco tempo. Ou então o Hugo não me deixa dormir, nem a mim nem aos gatos de tanto que ele rebola na cama.

Hoje, anormalmente , acordei rabugenta.

Mas acabei muito bem o dia e espero que logo durma melhor.
Hoje recebi a visita de uma amiga da blogosfera, uma amiga do outro lado do oceano. Recebi prendinhas, tiramos fotos...


E uma nota na agenda: quero ir ao Brasil!

Mas só depois de ir à Jamaica mais a minha sócia. Que isto por aqui anda mesmo pela hora da morte... óhhh lentidão.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Hoje o meu signo dizia...

"Fique em casa se é isso que lhe apetece. Não precisa de ajudar em nada quer em casa quer no trabalho.
Provavelmente precisa de tempo só para si. Preocupe-se primeiro consigo e só depois com a sua família. Não se mexa para fazer nada"


E mediante isto o que é que me dá vontade de fazer ... nada! Já não me apetecia antes e isto só veio reforçar.


Só me dá vontade de ficar sentada à beira mar a comer um gelado, apanhar sol e ver as ondas.

Tive um fim-semana do mais cansativo que se pode imaginar. E esta semana muito trabalho está agendado, principalmente no MDA.

Para destressar daqui a bocadinho vou para o ginásio. A melhor prendinha que me podiam ter dado... não tivesse vindo do Hugo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dúvidas

Ao ao fazer uma limpeza no pc aqui do escritório surgiu-me a seguinte dúvida existencial:

"Porque será que guardo nos favoritos link's de blog's e sites de m****?"




Prontos, apagueios.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Acho que agora já nada te espanta de tudo o que faço na vida.
Não te espanta eu faltar ao trabalho para ir conhecer uma amiga do outro lado do oceano;
Não te espanta sair de madrugada de casa para ir ter com alguém que não conheces;
Não te espanta passar horas a contabilizar dinheiro que não é meu e que tenho em minha posse;

Não te espanta as dezenas de
contactos que recebo por dia e me vês responder com tanto carinho como se os conhecesse dos cafés da manhã ou dos shot's pela noite dentro;
Não te espanta os intermináveis pacotes e encomendas que passas a vida a ir levantar aos correios... e que agora já, profissionalmente, abres e me alertas para tudo o que lá vem;

Já não te espanta os meus dilemas e lutas internas sobre as atitudes de quem só conheço por aquela pequena caixa luminosa;

Já não te espanta os telefonemas;

Já não te espanta o seres arrastado para a outra ponta do país para ir conhecer alguém ou para ir buscar algo;

Já não te espanta e já nada dizes...

Somente o "tem cuidado e vem cedo para casa" e o beijo na testa para me dar alento para mais uma tarefa.


Eu às vezes espanto-me é a mim própria.
E sinto que o que faço é o que quero fazer e que são estes os motivos pelos quais quero lutar.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Terá sido um elogio?

Ontem no ginásio uma senhora chamou-me "franzina"!

Tenho andado aqui a matutar se terá sido um elogio ou ela terá dito aquilo com outro intuito. Hummm...

Nunca me tinham chamado franzina! Mas últimamente tem-me dito que estou magra, eu sempre fui bem composta... nem muito gorda nem muito magra! Quase sempre tive o peso ideal. Sou bochechuda por linhagem familiar e acho que isso causa uma certa inveja em muita gente. :D

Mas agora franzina?? Isso é que nunca tinha ouvido.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

afectos

Penso no quanto muita gente não dá o devido valor às mães, no facto de poderem estar com elas todos os dias ou sempre que quiserem. Saberem que ali a uns minutos de distância elas lá estão pacientes e sempre prontas para nos receber e ouvir.
O que me separa da minha não são apenas uns minutos... são uns largos minutos. Que após quase 10 anos do corte do cordão umbilical parecem cada vez maiores e os momentos que passamos as duas cada vez mais preciosos.
Já por diversas vezes me questionaram sobre esta "estranha" (para muitos, demais do que eu pensava) relacção que tenho com a minha mãe. Não é uma relação de mãe e filha!

É uma relação de melhor amiga!

A quem posso contar todos os meus medos, alegrias, dúvidas, tristezas, a quem posso ligar e chorar até cair para o lado e ela somente me dizer "chora que te faz bem!"...
A quem conto tudo o que faço ou deixo de fazer, quem eu sei que posso contar sempre para tudo, que eu sei que me vai dizer sempre o que lhe vai no coração, quem o Hugo sabe que pode contar.
A quem espero grandes sermões quando passo muito tempo sem ligar ( o que se tornou um mau hábito nestes 10 anos... ser sempre eu a ligar!).
A quem me pede ajuda em primeiro lugar para tudo o que ela precise.

Amanhã vamos estar as 2. E para o outro fim-semana também.

Não imaginam a minha alegria!

E é em momentos como estes que penso em todos os que conheço que não dão valor às suas mães.
A eles escrevi este post...
A eles digo "abram aos olhos e vejam quem vos colocou no mundo!"
A ele digo "agradeçam todos os minutos que estão com as vossas mães!"

E os pais? Eu não me esqueço do meu, mas ele é para mim muito especial! Muito diferente, uma verdadeira caixinha de surpresas. O meu pai sou eu e eu sou o meu pai. Eu vejo-me nele como num reflexo na água limpída do lago.
Dele eu sei o que posso esperar e até adivinhar os seus passos. E o que ele espera de mim?
O meu amor até ao resto dos seus dias.
Por tudo o que me ensinou e me fez chorar para aprender!
Por tudo o que me aturou sem nunca me ter repreendido!
Por tudo o que teve que arranjar por eu ter destruído!
Por tudo o que sou!

Eu tenho uma relação estranha com os meus pais. Para mim eles não são os meus pais, não os vejo como os criadores da minha carne e do meu sangue. Vejo-os como criadores da minha realidade e do meu mundo.

Tenho-lhes um respeito muito diferente do que os meus colegas têm com os pais.


E tenho um mano, só para quem não sabe! É o meu filho... e eu era a mãe dele.

Um puto com pinta de empresário e um materialista de primeira.
Passa a vida a dar-me na cabeça e a passar-me sermões que eu chamo de "santo António aos peixes". Ele é a minha consciência e quem me chama à razão. Com ele discuto imensas dúvidas minhas e dele recebo grandes conselhos e que, por incrível que pareça, sigo sempre...

Desde miúdos que dizemos que ele há-de abrir uma grande empresa e eu hei-de trabalhar para ele.

E é ele a única pessoa à face da terra que não consigo imaginar a sua morte. Não me consigo imaginar sem ele, do outro lado do telefone, do outro lado no msn, no quarto ao lado do meu (como sempre tivemos).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Resposta à carta de amor

"Só não me amas quando joga o Benfica!"

Agora eu pergunto: Quem é o inteligente que marca um jogo do Benfica para o Dia dos Namorados?

Isso não se faz...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Hoje escrevi-te uma carta de amor

Tem dias que sabes que sim…
Tem dias que sabes que não…
Tem dias que escrevo e tu bem sabes que escrevo sobre o que me vai na alma.
Tem dias que conto ao mundo o amor que me vai no coração.
Tem dias que penso no quanto eu te devia dizer isso mais a ti.
Acho que nunca fui muito boa para cartas de amor, acho que nunca fui boa para tudo o que toque no meu coração.
Mas aqui vai:
Amo-te nos dias em que me fazes chorar;
Amo-te nos dias em que me fazes rir;
Amo-te nos dias em que fico sozinha em casa, mesmo não querendo;
Amo-te nos dias em que me amas;
Amo-te nos dias em que estás triste;
Amo-te nos dias em que fazes tudo por mim e para mim;
Amo-te nos dias em que pouco ou nenhum tempo tens para mim;
Amo-te nos dias em que sou eu que pouco tempo tenho para ti;
Amo-te nos dias em que fazemos 1001 planos e depois não fazemos nada e rimos;
Amo-te nos dias em que praticamos wrestling e me enches de nódoas negras;
Amo-te nos dias em que só pensas em armas, em técnicas e não me ouves;
Amo-te nos dias em que somos nós independentemente de sermos um só;
Amo-te nos dias em que parece que não sou eu em mim;
Amo-te nos dias em que parece que nada está bem para os dois;
Amo-te nos dias em que te observo a dormir e penso “És tudo para mim!”

Celebrar o amor todos os dias dos meus dias

Hoje acordei especialmente feliz... especialmente não, muito feliz!
Quem me rodeia sabe que apesar de 2008 ter começado completamente do avesso temos conseguido dar a volta por cima e apesar das contrapartidas para tudo se estar a resolver, estamos a seguir a nossa vida e lidar com tudo o que se avizinha.

Hoje acordei muito feliz! Hoje é o Dia dos Namorados...

Hoje em busca do que fiz há 1 anos atrás recordei muito do que escrevi em 1 ano. Não estou a conseguir conter as lágrimas que tentam saltar dos olhos e lavar-me a alma para o dia.
Leio sentimentos que me tocam e sinto que estão cá e não se esvaneceram.

Faz hoje 1 ano que me tornei trabalhadora independente, faz hoje 1 ano que foi a primeira vez que comemorei o Dia dos Namorados.


Hoje vai ser um pouco diferente do que foi há 1 ano, tivemos ambos que vir trabalhar. Inclusivé eu tenho que ir ao médico do seguro daqui a bocadinho.
Hoje vou ser eu a preparar o jantar, ver se não me esqueço de ir comprar as velas e os castiçais, as flores e a sobremesa.
Hoje vamos jantar os dois juntinhos e sossegadinhos, mais os gatos claro.
Hoje ele deixou o que tinha para fazer à noite para ficar comigo ( as previsões até ontem eram uma noite solitária).
Hoje vamos sair e passear um pouco...

Hoje eu acordei-o com uma turra no nariz! Acordou logo a sorrir...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Hoje lançaram-me as cartas

Hoje uma colega lançou-me as cartas. Ela diz que é fácil lançar... ler é que é mais demorado.
Foi a primeira vez que fiz algo deste tipo, estava um pouco nervosa. Não é que tenha medo do presente ou do futuro e do passado não há nada que me assuste.
Nervosa, porque por mais que não acredite tudo o que poderia dai vir de certeza que me iria influenciar no que estava e estou a sentir agora.

Mas não, em nada me assustou!

Ela disse que no passado tive que tomar uma decisão muito importante, para a qual só tinha 2 caminhos à escolha. Escolhi o caminho que me fez vencer e mostrar o quanto eu era superior àquilo tudo.
Foi reforçada a minha força e a minha capacidade de vencer todas as lutas que virão na minha vida.
No presente tenho em mãos outra decisão, para esta o caminho que vou seguir é desconhecido e que talvez esta situação tenha sido influenciada por alguém... mas sem certeza.
Mas o que decidir vai fazer com que vença, futuramente esta minha decisão vai fazer com que perca o meu equilibrio e vai demorar um pouco a que ele regresse... mas vai regressar. E tudo vai voltar à sua normalidade.

Em tudo o que ela disse eu me revi e vejo no que estou a passar agora. Em tudo o que ela disse das cartas do Hugo nos revi aos 2.
E para tudo o que vem por ai a minha reacção é esta:



Eu estou cá com a força toda! Quantos são? Não tenho medo de ninguém...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Diário de uma lua-de-mel / Dia 7 e 8

Estes resumem-se bem rápido.

No 7.º dia foi só de navegação, o retorno a Barcelona. O mar estava picadinho, muita gente enjoada, o médico de bordo não teve descanso.

Passamos grande parte do dia na disco a ver a paisagem e a dormir. Sim, posso dizer que já dormi numa discoteca.


À noite acalmou enquanto passavamos entre Maiorca e Menorca, foi mesmo o tempo que precisávamos para jantar em condições. Assim que se viram desaparecer as luzes das ilhas o barco voltou aos balanços... heheheheh

Só para terem ideia nesse dia tomámos o pequeno almoço com uma mão agarrada a um gradeamento, comemos só bolos e afins porque de resto já tinha sido tudo varrido de cima das mesas. Um casal que lá estava atravessou a sala sentados nas cadeiras... plena derrapagem.

Foi o máximo!

Existe uma frase de um colega que nunca mais esquecerei, em honra daquel dia tão atribulado. Ele disse:

"Nunca na minha vida tinha metido a cabeça onde costumo meter o cú!"
"Já estou rouco de tanto vomitar!"

Dia 8 acordamos a atracar no porto de Barcelona, despedidas e rumo ao aeroporto.

Quando cheguei a Lisboa só me apeteceu ajoelhar e beijar o chão de tão fartinha que estava de andar de um lado para o outro.
Regressei completamente enjoada de comida... passei os meus 2 primeiros dias cá sem comer quase nada e a beber água com uma mistela para limpar o organismo.

Mas, adorei! Queremos repetir. Talvez ilhas gregas e experimentar os cruzeiros da Pullmantur...

Diário de uma lua-de-mel / Dia 6

A bela Tunísia!
A minha colega de trabalho morre de paixão e passa dias a dizer que gostava de ir lá.

Nós fomos! Mas a parte gira é que não fomos à parte turística (dos resort's e hóteis de luxo) fomos à capital... Tunes. E digo que aquilo é um mundo à parte do nosso, uma autêntica loucura em todos os sentidos. Este ano é que não deve dar para voltarmos lá mas já ando a picar o marido para tiramos uma semanita no início do ano que vem.

Mal pusemos o pé na Tunísia choveu, lá parece que é coisa comum. Uma pequena viagem pelo centro de Tunes, apreciamos as pessoas, as lojas, o trânsito ( nós adorámos o trânsito e os carros de lá) enquanto iamos em direcção ao Museu de Bardo.

No Museu tivemos que pagar 1€ para poder tirar fotos. Chulos! Depois giro foi podermos passar por cima dos painéis que estavam em exposição...

As nossas carinhas de cansados e as olheiras já bem marcadas. É que para quem julga que um cruzeiro é uma pasmaceira bem se engana. Tenho mais descanso em casa 1 dia inteiro do que tive lá 1 semana.
Aquilo não pára, tinha bares que funcionavam 24h...


Depois seguimos em direcção a Cartagena. Vimos a zona rica, onde vivem os governadores e afins.


Visitamos as ruínas de umas antigas termas. Sempre que o mar como fundo.


Este era o nosso fantástico bus. Só faltavam as galinhas e pessoal empoleirado no tejadilho... pulgas tinha por isso não eram precisas mais.


Esta já foi tirado do barco, havia pessoal a pagar para tirar fotos em cima dos camelos. Não sei quem era mais camelo, se os bichos se quem pagava.


Esta eu não podia deixar de mostrar. Os gatos tunisianos!

Bravos como o diabo! Um aspecto totalmente selvagem...

Dia 7: mar, muito mar

Diário de uma lua-de-mel / Dia 5

Bem, ando aqui com as fotos na pen-drive e nunca mais me vejo livre disto, por isso agora vai tudo seguidinho e fica arrumado.

No 5.º dia fomos a Nápoles, ainda eu não tinha conseguido recuperar do dia anterior em Roma que me tinha esgotado completamente. Eu sou uma fracota, eu sei.

Este foi o único local em me me arrependi do que escolhemos ir ver. Fomos para o centro da cidade e podiamos ter ido à Ilha de Capri ou a Pompeia... que os outros companheiros nos disseram que foi lindissímo. Fica para a próxima.

Este foi o local que pelas paisagens dissemos que gostariamos de voltar. Demos uma volta pela linha costeira e fizemos uma paragem próximo de uma zona industrial desactivada. Para os outros não foi nada de interessante mas para nós deu motivo para umas boas fotos. Que local espectacular para jogar airsoft!!! Aquilo era tipo o céu para os SAW...

Sendo uma terra vulcânica a paisagem era uma miscelânea de natureza e casas.


O mar... lindissimo! Numa manhã bem gelada e com o vento a soprar. Com o Vesúvio lá ao fundo.


Aqui foi a parte que mais odiei. O centro de Nápoles, pessoas, carros, barulho, prédios altissimos, movimentos muito movimento. E eu tenho pavor.

Uma paragem pelas galerias em frente ao Teatro D. Carlos.
Era maravilhosas, enormes, muita luz... esplanadas espalhadas. Era um local que apetecia lá ficar sentado o dia inteiro a ver o movimento. Mas como naquele dia eu não andava nos meus dias não pude disfrutar mais nem o Hugo devido à minha rabugice.

De volta ao barco onde finalmente descansei. Sentadinha e de volta do meu croché que me limpou a alma e o cansaço já acumulado.


Dia seguinte: Tunísia

sonho estranho...

Sonhei que alguém me tinha dado 5.000€ (olhem só o pormenor, lembro-me da quantia exacta e tudo).

Passei a noite a acordar e com sono agitado porque não sabia o que fazer com o dinheiro. E passei a noite inteira com o mesmo sonho.


Eu nem comento este sonho porque realmente... chiça!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Resenha literária

Não costumo ter tempo para ler ao fim-semana... talvez uma falta de hábito minha. Mas neste, num lapso de tempo em que fiquei sem nada nas mãos peguei no livro que andava a ler e acabei as últimas 3 páginas que tinham ficado de 6.ªfeira.


Confesso que nunca pensei que este livro fosse assim. Não gostei propriamente do final... acho que me empolguei com todas as cartas e depois esperava um final daqueles de fazer chorar, mas não. Acabou numa carta, não gostei.

Como é hábito enquanto lia fui deixando marcas no livro de passagens que mais gostei, esta história foi uma delas:

"...parece um camponês que, depois de ter plantado a horta e ter visto despontar os primeiros rebentos, começa a ter medo de que algo possa danificá-los. Então, para os proteger das intempéries, compra um belo toldo de plástico resistente à água e ao vento e coloca-o por cima deles; para manter a afastados os afídios e as larvas, borrifa-os com doses abundantes de insecticida. É um trabalho sem pausas, não há momento do dia ou da noite em que não pense na horta e na forma de a defender. Depois, uma manhã, ao erguer o toldo, tem a má surpresa de encontrar rebentos podres, mortos. Se os tivesse deixado crescer em liberdade, alguns morreriam na mesma, mas outros teriam sobrevivido. A par dos que plantou, levados pelo vento e pelos insectos, teriam crescido outros, alguns seriam ervas daninhas e tê-los-ia arrancado, mas outros talvez tivessem acabado por florir, alegrando com as suas cores a monotonia da horta."

Sei que é um texto grande, mas só na sua totalidade se conseguiria perceber. Isto fez-me lembrar nós, a nossa mente... a nossa essência, o nosso espírito. Conheço muita gente que esconde o que realmente é para se ajustar ao que os outros querem que elas sejam e depois, um dia no final das suas vidas sentirão que realmente não viveram e que nunca foram elas próprias.
Escondem-se em peles que não a delas, dizem palavras que não conjugam com as suas bocas, simplesmente fingem.
Viver é sermos nós próprios, errarmos, aprendermos, criarmos amizades e inimigos... experimentarmos e vivermos tudo!!!

"... o coração do homem era como a terra, metade iluminada pelo sol e metade na sombra. (...) Como o corpo existe estamos na sombra, somos anfíbios, como as rãs, uma parte de nós vive cá em baixo e a outra metade tende para as alturas. Viver é apenas ter consciência disso, sabê-lo, lutar para que a luz não desapareça, vencida pela sombra.."

Esta tocou-me bem cá no fundo e no que todos que me seguem me têm dito nas últimas semanas. Não se pode para sempre ficar na escuridão... Abri as janelas de par em par e enquanto escrevo isto sou agraciada e aquecida cá dentro pelo sol, é só eu, ele e mais ninguém.

Hummm, que vou ler a seguir?

Já agora aceito sugestões de bons livros, adoro comprar livros e só me sinto mais completa quando acrescento mais um à minha biblioteca.
Digam-me o que mais gostaram de ler...



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Reuniões e conclusões

Ontem foi reunião de condomínio lá no meu prédio.
Fui ocupar o meu tão orgulhoso lugar de baby-sitter e eu até gosto. Começo a achar que tenho jeito para lidar com a criançada, porque mesmo não sendo nossos filhos temos que demostrar quando estão a agir erradamente e levá-los a fazer o mais correcto. O puto portou-se bem (ponto final)

Apesar de ter faltado às 2 reuniões internas que se fizeram nas últimas semanas, por motivos de doença e falta de disposição, fui metida ao corrente, em amena cavaqueira, pelo meu cúmplice em falhas de energia. Então o que se passou ontem não tive dificuldade em assimilar e digerir.

Ontem:
- despedimos a empresa que fazia a gestão do condomínio;
- despedimos a empresa que tratava do jardim;
- despedimos a empregada de limpeza.

E mais despediamos se mais houvesse.

"E agora como ficamos?" Foi a palavra de ordem.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Hoje sinto-me assintomática

O que sinto cá dentro emana para fora e o que me rodeia entranha em mim mesmo que me faça forte.

Não se preocupem não andarei na escuridão muito tempo nem ficarei assim negra para o resto dos meus dias. Uma fase que tal como outra irá passar mais rápido ou mais devagar consoante eu me permitir a isso.
Sim, porque tudo o que sentimos e somos só passa graças a nós próprios e não a mezinhas caseiras ou medicamentos convencionais. Nada disso!

É giro quando logo no início do mês prevemos que vai ser dificil. É tipo uma leitura de cartas já sábiamente aprendida e assimilada. É como se tivesse uma bússola que aponta-se sempre na direcção errada do sol e nunca a direcção pretendida como nascente-sul-poente.

Hoje vou apontar em direcção ao sol e seja como tu quiseres...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Folias...

Não gosto do Carnaval!
Já esta semana comentei, em tom de gozo, que finalmente me consciencializei que sou "anti-festividades"... a única que me toca mesmo mais é a passagem de ano e não sei bem porquê.

(passagem de ano 2006/2007)


Ontem, como é muito normal o ano todo, fomos jantar todos juntos (um grupo de amigos um tanto ou quanto grande) e estava tudo invadido por entrudos. Eu, bom feitio como sou, ainda mandei um olhar de matadora a uma gaja que andava lá a tocar corneta. Já não a podia ouvir e a minha paciência e saúde nunca mais recuperaram desde a última ida à urgências.

Com a passagem por uns bares, todos eles completamente cheios de mascarados... ainda nos demos ao direito de gozar com uns quantos. Voltados a casa constatámos algo que não estávamos à espera.
A nossa roupa "fedia" a tabaco!!
Todos os sítios por onde passámos acataram a nova lei do tabaco e são locais para não fumadores, por isso só podemos concluir que no último onde estivemos a lei não estava a ser cumprida. Enfim.

Mas agora só para nós, a melhor máscara que vi foi uns moços vestidos como as Forças Especiais mas a camisola dizia ASAE.
Que depois vim a confirmar que seria uma das melhores máscaras do ano na Expressões ( a nova revista aqui da região) na crónica de um dos colunistas, que tal como eu não gosta do Carnaval.