quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

da idade da pedra...

Hoje baldei-me ao trabalho, se é que ir ao médico se pode considerar uma balda. Não venho mais satisfeita de lá, muito pelo contrário.

Porque será que a medicina/mentalidade no Brasil está tão mais avançada que aqui em Portugal?

Resignada com a minha condição e perspectivas, vou pessoalmente aplicar os conhecimentos adquiridos a partir da terra além mar e logo se verá os resultados.

Hoje, deixei o carro em casa e andei a pé pela cidade, já há muito que não o fazia e aqui posso desfrutar desse prazer. Posso ir a todo o lado a pé e voltar para casa sem grande esforço.
Hoje fui ao parque e estava um sol maravilhoso, uma verdadeira Primavera. Enquanto percorria o caminho de calçada observei uns adolescentes que ali se encontravam.
Muita gente diz que gostava de voltar uns anos atrás para ser mais nova, voltar à "vida boa" como costumam dizer.
Eu cá não. Acho que finalmente alcancei a plenitude da minha existência.
Sinto-me bem comigo própria, com os que me rodeiam, alcancei os meus principais objectivos.
Tenho orgulho em mim.
Ando na rua de cabeça erguida e sem receio ou medo do que os outros possam falar, cobiçar ou desdenhar. Simplesmente não me interessa o que possam dizer.
Faço o que quero, digo o que quero, sinto o que quero!



Hoje percebi o quanto eu e o marido somos parecidos, até na forma de andar. Direitos e braços estendidos, não tememos ninguém.

Gostava de conseguir imaginar os fósseis que iremos ser... daqueles com uma grande auto-estima, claro!

Sem comentários: