quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Para 2009


Não vou fazer balanços, nem mostrar o que vai naquele pedaço de papel amassado que anda no meu bolso.
O que me marcou este ano está gravado bem fundo, como que feito a quente num pedaço de madeira.
Para o ano?
Para o ano só quero um ano calmo, sem surpresas...
Quero saúde para mim e para todos os que amo, algo que não tive este ano.
Quero começar a trabalhar em algo em que o meu esforço e dedicação sejam reconhecidos, nem que seja com uma simples palmada nas costas e um sorriso.
Quero paz e amor neste mundo de guerra e ódio.
Quero que parem de falar na maldita crise, quanto mais falam mais pioram a coisa. Dahhhh!

Hoje vou fugir aos rituais dos últimos 2 anos. Vou passar para 2009 limpa de amuletos ou superstições, não quero passas e muito menos champanhe.
Quero passar limpa por fora e por dentro e acho que isso consegui depois de um ano atribulado.
Vou tomar um banho bem quente, vestir uma roupa que me faça sentir confortável, meter uma maquilhagem brilhante e vou sair para o meio da multidão.
Longe da comida e da bebida, porque a saúde assim o obriga, longe dos olhares e de quem me quer mal.

Vou rezar e desejar que 2009 seja um ano de novos começos e novas metas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ser doméstica

Já estou farta de estar em casa! É o que é.
Ainda não assimilei bem que estou de férias prolongadas e nem que não vou voltar a trabalhar na próxima semana.
Sinto-me um pouco rabugenta, salva-me o Hugo que também está por casa ( a gozar férias) para me fazer companhia.
Tenho passado estes primeiros dias a arrumar as coisas aqui por casa, tenho listado o que quero fazer para aproveitar bem o tempo que vou ficar por aqui e para isso tenho coisas que preciso de comprar (como por exemplo uma capa para o banco da minha bike novinha em folha que tenho na garagem há 1 ano e meio e assim que passar esta chuva ir dar uns passeios), quero fazer almofadas, cortinas, tapetes e mais 1001 coisas que tenho para ali anotadas.

Agora isto é uma inércia total, para além da chuva que por si só não é muito agradável para se sair de casa, o único motivo que eu tinha para sair que era ir comprar pão também já se desfez em fumo.
Eu ainda não falei aqui das minhas prendas de Natal...
Ora no meio delas veio uma máquina de pão, que tem feito delícias aqui aqui por casa. Enganem-se os entendidos que as primeiras experiências correm quase sempre mal... por aqui até agora comeu-se tudo.

Já se amontoam ali as receitas seguintes (de cada vez que metemos a mão na massa é para experimentar uma nova), ainda andamos é aqui à batatada para encontrar farinha de centeio que pelos visto é coisa escassa à venda.
Mas voltando às prendas de Natal, não foram muitas e nada de meias ou outros artigos para encher chouriços, mas foram de valor.
Grande parte delas electrodomésticos para a casa, batedeira e máquina do pão já cá cantam e recebemos em dinheiro vivo a carta verde para a liquidificadora, a torradeira e a cafeteira eléctrica. Na próxima encomenda ao Pai Natal vamos meter só mais 2 (ou 3) que queremos e esquisitos como somos são os mais caros: a máquina do café com moinho (a que vimos rondava os 500 aéreos), o aspirador todo XPTO (para aspirar o carro, esclareço) e se houver tempo já agora um desses novos ferros com caldeira muito mais levezinhos e ergonómicos.

Ok, lista para o Pai Natal para 2009 - check

Já agora que estou numa de pedir, pode ser também uma destas (para ver se aqui o gaijo se cala).

Bem, vou-me dedicar a coisas de gaija doméstica, tipo fazer uma jardineira para o almoço.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Hoje é o último

Sinto que estou a passar por um divórcio!
Um em que sou eu que tenho que abandonar a casa, que tenho que recolher as minhas coisas... sentimentos, pequenos objectos, espaços e empacotar tudo e sair pela porta.
Hoje embalei a minha caneca para não partir, empilhei as caixas de chá, arrumei na bolsa a escova de dentes e a pasta, meti o resto das bolachas na mala e meti a agenda no lixo.

Tinha que ser!
Mas sinto-me fragmentada, sinto-me como se tivesse partido algo e me doí.
Como ela disse um dia: eu gosto do que faço, eu sentia-me bem aqui.

O futuro não sei, é algo tão incerto como o destino o é. Um misto de alegria porque cortei finalmente as amarras com um nervosismo por não ter futuro definido é o que vai no meu coração.

Hoje foi um dia de muitas ultimas coisas: última viagem de bus, última passeio normal pela avenida, último almoço nas varandas.
Sinto-me como se acaba-se aqui tudo e a linha não continua-se... o seu desenho no chão desvaneceu-se nos últimos dias e agora não a consigo ver. O nervosismo faz destas coisas.
Em honra deste último dia de mais de 4 anos de dedicação a uma casa e a um nome. Acabou!

Daqui a escassas horas sou oficialmente doméstica!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Shiuuuuuu.....

Só quem está hoje a trabalhar sabe do que falo.
Eu vim sozinha para Leiria, pouco ou nenhum trânsito se vê, pouco ou nada está aberto.
É véspera de Natal!
As coisas por aqui continuam na mesma tirando a parte que estou doente, muito doente.
No Natal há quem tenha a visita de família de fora, quem espere ansiosamente o Pai Natal eu tive a visita da minha bactéria de estimação.
Regressei rígidamente à dieta por uns largos meses pelos visto, parece que a maldita me apanhou os rins desta vez. O que é sempre giro nesta época do ano em que o pessoal até queria comer e beber um bocadito e agora não pode, bem comer sempre posso comer a quantidade enorme de comprimidos que tenho para tomar e beber tenho o raio do chá.
Até na roupa que visto estou de dieta. Raios!
Depois da 2.ª feira horrível que tive aqui e dos nervos que levei para casa abri as portas à maldita que ontem me meteu no SAP a tarde inteira e me fez passar a noite quase a esvair-me em sangue.

Hoje já tenho as malas feitas e depois deste sacrifício que fiz de vir trabalhar e chegar aqui e ser-me comunicado que posso ir embora da parte da tarde (quando eu hoje de manhã devia era estar a levar soro, mas prontos) vou embora até mais cedo que o normal e partir de viagem para a santa terrinha.

Esta semana ainda volto para poder partilhar com todos a emoção do dia 26.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Tonight, tonight...



...time is never time at all
you can never ever leave without leaving a piece of youth
and our lives are forever changed
we will never be the same
the more you change the less you feel
believe, believe in me, believe
that life can change, that you're not stuck in vain
we're not the same, we're different tonight
tonight, so bright
tonight
and you know you're never sure
but you're sure you could be right
if you held yourself up to the light
and the embers never fade in your city by the lake
the place where you were born
believe, believe in me, believe
in the resolute urgency of now
and if you believe there's not a chance tonight
tonight, so bright tonight
we'll crucify the insincere tonight
we'll make things right, we'll feel it all tonight
we'll find a way to offer up the night tonight
the indescribable moments of your life tonight
the impossible is possible tonight
believe in me as i believe in you, tonight...

------------------------------------------------------------------ //
Depois de um dia de cão com lágrimas à mistura, os sentimentos tornam-se uma miscelânea cá dentro.
Será que isto é o certo?
Será que eu tenho a coragem?
Será que querer mudar é assim tão difícil...
Sinto-me tão impotente, tão derrotada, tão esmurrada e espezinhada.
Hoje cheguei a casa e deitei-me na almofada, um querer adormecer o resto da semana e esquecer o inferno dos últimos dias. Como pode alguém tornar a vida dos outros tão má?
Porque querer mudar magoa!
Porque querer ter mais e ser mais magoa!
Porque decidir quando os outros não têm coragem revolta!

"believe, believe in me, believe
that life can change, that you're not stuck in vain
we're not the same, we're different tonight"

O resto da semana que esta música ecoe na minha cabeça é tudo quanto desejo. Que os demónios interiores dos outros lhes consumam a alma e o corpo mas bem longe de mim!

domingo, 21 de dezembro de 2008

E se não tivesses continuado a estudar?

"Já pensaste se não tivesses continuado a estudar como seria a tua vida hoje?"

Hummm...
Muitos ficariam a pensar e não saberiam a resposta, para mim foi uma pergunta daquelas com rasteira mas que não hesitei nem pestanejei sequer.

"Sei."

O suspense!

De certeza estaria casada com o M., teria uma linda moradia na aldeia com um terreno enorme, jardim relvado com muitas flores, quintal com árvores de fruto e cultivado.
Trabalharia num escritório de contabilidade ou semelhante.
Teria de certeza já pelo menos 2 putos.
Passaria os meus dias pela aldeia e aos fins semana sairia em passeio pela redondezas.
Teria uma vida pacata, sem stress, nem grandes aventuras.


E tu, que seria da tua vida se não tivesses tomado uma grande decisão? Será que sabes?

Esta deu-me para me meter a pensar o resto do dia. E todos os 10 anos que se passaram desde o momento em que tomei a decisão de continuar a estudar e começar uma vida longe de tudo e todos com tudo de novo. Literalmente!
Se me arrependo? Não, sou feliz agora e seria se tivesse a vida que descrevi em cima.
Se calhar não teria passado pelas provas que a vida me fez passar e muitas vezes bem dolorosas. Mas ficar na asa da mãe de certeza que não teria feito de mim quem sou e o que represento para muita gente e o respeito que me têm.

Quanto ao M. de cima, ainda falo com ele e tenho por ele um carinho que ele nunca vai entender, depois do que o fiz sofrer eu para ele sou apenas alguém "que o magoou muito" (palavras dele).
A vida tem destas merdas!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Retrospectivas

Estamos a poucos dias no Natal e entretanto já estamos em 2009.
Sofro de um síndroma estranho de final de ano... dá-me para fazer retrospectivas do que já passou mesmo em anos anteriores.
Não me consegui conter e chorei, chorei ao ler o que escrevi quando tive que mandar abater os meus gatos. A dor mais profunda que senti nos últimos anos!
Adiante!
Tenho trazido uma pequena folha de papel dobrada no bolso do casaco, em jeito de lembrança, onde vou escrevendo nem que seja mentalmente o que quero que fique gravado de 2008.
Todos os anos deixam marcas sérias naquilo que sou, este foi um deles e quero deixar escrito todos os aspectos que me marcaram quer para o bem quer para o mal.

Enquanto a lista se desbota e desfaz no bolso a contagem decrescente para o Natal continua, a azáfama de muita gente e não a minha.
Nunca gostei muito do Natal, este ano então optámos por fazer com que esta quadra passe-se mesmo ao lado. Adormecemos!


Brilhamos apenas no coração e isso para nós,neste momento, é tudo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Literatura por degraus

Apesar dos anos todos que já passaram desde que deixei a escola (prontos, agora ando noutra mas é diferente) continuo a ser uma cliente assídua da biblioteca municipal tanto aqui de Leiria como da Marinha Grande.
Cartão de leitor das 2 e em dia.
Mesmo com toda a remessa de livros que compro nada me tira o prazer de ir para lá e perder tempos a olhar para os livros e ir tirando e vendo.

Depois de muita gente me aconselhar para ajudar o meu inglês e porque sou uma pedra não assim tão dura, tanto bateram que eu finalmente trouxe um livro em inglês.

Escolhi este:

Devo dizer que tirei mais de 20 da prateleira e nada me agradou, queria começar assim por uma coisa mais ligeira.
Já li o primeiro capítulo ( que entendi, lol) e estou a gostar. Já meti na prateleira lá de casa o livro em português que andava a começar a ler e vou-me dedicar a este a 200%.
Quem sabe numa próxima incursão à leitura inglesa trago um dos do meu irmão...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Coisas da vida a dois

Existem momentos da vida a dois que para mim têm todo o significado e acho que não há nada à face da terra que substitua o sentimento de partilha e pertença que temos um para com o outro.
Somente talvez o nosso dia do casamento em que dissemos o sim para toda a vida, na saúde e na doença.
Nada substitui aquele sentimento de estarmos os 2 agarrados aos tachos, num final de dia de trabalho, a cozinhar um saudável jantar. Enquanto deliramos com as aventuras do nosso dia, as conversas, as pessoas, as atitudes, o que deviamos ter feito e não fizemos.
E claro, a alegria quando as coisas correm bem demais ou mal demais. Os risos!
Nós lá por casa, sempre que é possível, somos 2 de volta dos tachos, somos 2 a arrumar e limpar, somos 2 a tratar da gataria, somos 2 em quase tudo e isso é o que nos une mais.
Não é só o facto de nos sentarmos em frente da tv os 2 ou à mesa para comermos que faz disto um casamento, é fazermos os 2 o que somos e o que temos!

Ontem assim foi, umas espetadas de perú, um arroz de cenoura, uma saladinha de tomate e alface, sumo a acompanhar!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Life goes on

Sempre fui muito sensível aos sons quando me concentro a 100% neles, talvez por parte da minha diminuição auditiva tenha aprendido a concentrar-me, focar para me conseguir orientar.
Mas neste últimos anos aprendi a viver com isto sem qualquer problema e muito raramente me foco em algo, acontece só muito esporadicamente e de uma forma que não consigo controlar.
Parece haver aquele botão "on/off" que me desliga de tudo em redor e fico numa outra dimensão dentro desta e oiço simplesmente aquilo...
Hoje, depois de ter tudo passado e ter serenado as lágrimas e o soluçar nas palavras ainda sinto na minha cabeça o ecoar:

|| o som da terra a bater lá no fundo no caixão, um som de terra pesada a bater na madeira

|| o som e frio da chuva que começou a cair, levantei a cara ao céu para limpar as lágrimas e a chuva bateu na minha cara... deixei-me ficar

Sentimos-nos rompidos, finalmente rompeu-se o nosso elo e em vez de nos encontramos para as festas começamos a encontrarmos-nos para os funerais.
Algo está mal.
Não devia ser assim.

Uma filha nunca deveria ir antes da mãe.Uma mãe nunca deveria partir antes de ver os filhos casarem. Uma mãe nunca deveria ir antes de conhecer e criar os seus netos. Uma mãe!

Porque será que é nestas alturas que damos aqueles abraços mais sinceros?
Porque será que é nestas alturas que nos apetece dizer tudo e nada sai da nossa boca?

A vida continua e sei que brevemente nos iremos encontrar e rir porque estamos todos, apesar de rompidos a união continua e quem sabe aguentamos todos para podermos celebrar mais uma alegria todos juntos.
Eu rezo para que sim.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Keyword analysis

Desculpem lá mas isto é digno de ficar aqui registado.

Quem é que foi o tarado que veio ter ao meu blog com a seguinte pesquisa no Google

"vila freixianda putas"

Ainda por cima um "avec".
Ó francezinho da treta, deves pensar que aí na tua terra as gaijas são de melhor calibre... olha que não é o que consta para estes lados.
Sim!
Porque quando elas vêm de férias à santa terrinha são mais corridas que uma mota em dia de provas.
É vê-las o dia todo a entrar e sair dos carros do pessoal, numa azáfama louca.


Já agora (isto para outro) escreve-se "vídeo" e não "vidio"... ok?


(isto é o que dá não dormir)

"somnu"

As imagens valem mais que 1000 palavras.

Passei uma noite de "dorme-acorda-dorme-acorda", cheguei a um ponto que já não podia ouvir o telemóvel dele tocar e ele levantar, vestir e sair, voltar, despir e deitar.

Conselho: nunca trabalhem perto de casa, quando há problemas lixam-se sempre os que vivem mais perto.

Hoje tenho umas olheiras até aos tornozelos, estou mal-humorada, tenho montes de cenas importantes para fazer e não tenho a concentração necessária. Vai ser um dia longo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

|||||respiro||||| ainda

Não, não vou deixar o blog!

Já vi que muita gente se veio manifestar quanto ao meu post do fim-semana, do extenso texto que eu tinha escrito e ter publicado só aquelas escassas linhas foi muito bom, muito bom mesmo.
Ás vezes acontecem coisas na nossa vida que não esperamos, melhor se calhar até tinhamos o pé atrás e dava-mos a devida dúvida mas nunca esperando o pior.
As pessoas não merecem o nosso respeito e muito menos que abramos o nosso coração para falarmos de nós... aquele "nós" bem cá do fundo.
Este fim semana senti-me traída, mas mais principalmente ofendida. Sim, posso dizer ofendida!

A minha, corrijo, a nossa caminhada agora vai ser só para aquelas pessoas, aquelas...

Porque não é por existirem pessoas destas que eu vou deixar de dizer o que sinto e partilhar o eu mais profundo com quem é merecido.

Talvez um dia, sim um dia, eu respire aqui também. Até lá encontro-me em blackout.

domingo, 7 de dezembro de 2008

It hurts

Hoje pela primeira vez nos meus poucos anos de existência morreu alguém da minha família directa, uma tia que eu gostava muito.
Deram-me os pêsames mas eu não os senti.
Não é que eu seja tão fria e calculista, mas porque a morte para mim é uma parte da vida. Custa mas não podemos lutar contra ela.
Acho que não é a morte em si que custa, o sofrimento que a pessoa teve, acho que as pessoas não sentem nada nada disso mas sim uma tristeza e egoísmo interno por já não terem aquela pessoa junto de si.
Acho que a perda de alguém desperta em nós o nosso egoísmo de a termos perdido e não aceitarmos isso, o facto de a querermos do nosso lado e ela já não estar lá... e nada podemos fazer contra isso.

"A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais"
Epicuro

Tia, a mim doí-me somente porque já não te via há quase 1 ano e meio.
Doí cá dentro teres sido das poucas que não conseguiu vir ao meu casamento.
Doí teres partido sem teres conhecido o meu marido e teres partilhado comigo a minha nova e perfeita vida.
Doí teres morrido sozinha, longe de nós todos inclusive dos teus filhos, num país distante.
Doí saber que não vais estar lá nos almoços e jantares de família.
Doí ainda mais teres vindo a Portugal e apesar de eu ter convidado não te terem trazido a minha casa... mas disso tu não tens culpa.
Doí porque a doença te levou antes de tudo e todos, não seguindo o decurso normal da existência.
Doí, mas eu sei que no fundo foi um alívio para ti que tanto sofreste de amor, largaste tudo e todos porque o teu coração nunca conseguiu aceitar que o homem da tua vida não quisesse mais o teu amor e dedicação.

A ti, que sei que sempre te orgulhaste de mim, eu vou rezar todas as noites ao meu Anjo da Guarda para que cuide de ti.

da tua sempre sobrinha

Cortei!

Hoje foi tomada uma decisão muito importante por aqui.

Quem me segue terá notícias minhas brevemente.
Porque não quero ferir susceptibilidades e porque sei que sou muito fria em certos assuntos e porque se calhar exigir certas coisas das pessoas é exigir demais, decidi ficar por aqui.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Roupas fora

Eu tenho sempre que aproveitar os meus estados de espírito para despachar ou resolver problemas pendentes.
Nos últimos tempos tem sido a minha roupa, para além de velha, muita ou está larga demais ou, graças a ter finalmente ganho 2kilitos (viste maldita anorexia, eu ganho sempre), a roupa que comprei 2 n.º abaixo do que vestia deixou de me servir.
Hoje com pouca paciência para as compras da casa, das poucas coisas que adoro mesmo muito fazer (comprar comida!!) consegui comprar roupa, malas, só ficou a faltar as malditas das botas. Apesar de poucas peças para mim acho que já é roupa suficiente para mais uns anos... sou mesmo do piorzinho.
O marido esse ficou espantando, nem queria acreditar que eu carregava sacos com roupa quando cheguei a casa. Agora vou-me ali dedicar a arranjar as bainhas às calças e tratar da manicure que logo há jantarinho de Natal da empresa do gaijo.

P.S. Talvez esta motivação repentina para comprar roupa se tenha devido aos sacos que ontem tirei do meu armário de roupas e sapatos que decidi que não vestia e que não estavam lá a fazer nada e que amanhã vou entregar para dar a famílias necessitadas.
Ficou uma aragem no armário que só visto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

1..2..3.. macaquinho do chinês

Hoje não sei muito bem o que ando aqui a fazer, sinto que a minha veia filosófica se anda a esvanecer e a dar espaço a uma veia vivida, sentida e com laívos de rancor.
Nada típico em mim.
Sinto que estou a atingir aquele limite que não queria atingir, aquele limite que em toda a minha vida me obrigou a tomar decisões e a mudar.
Tem dias, como hoje, que sinto que já vivi demais para alguém da minha idade!

Acho que sei demais da vida, das pessoas, do que é viver e não gosto.

Preciso de um pouco daquela ingenuidade de criança que perdi tão cedo e que agora me daria muito alento para conseguir acabar estes dias com um sorriso na boca e não um cartaz enorme "Só lido com pessoas burras" assim mesmo por cima da cabeça.


Acordei com os pés de fora e depois? Também tenho direito.
Só me apetece ir para casa, melhor hoje até ás compras ia (coisa mais odiosa). Estou numa de vale tudo!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

o último

Mês pautado de muitos últimos.
Esta semana foi a última vinheta que comprei para o passe e hoje foi a última vez que salvei as costas ao meu boss...

Esgotou-se a paciência!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Dicas

Quando ando entretida de volta das minhas coisas lembro-me de cenas que gostava de falar... mas depois se não o fizer na hora esfumam-se nas 1001 outras coisas que me ocupam as minhas 24h (mais 48h).
Ontem à noite enquanto andava de volta dos meus cuidados de beleza, isto no Inverno dá-me sempre uma daquelas preguiças muito agudas, mas tem que ser, nem homem nem eu gosta de ver umas pernas cabeludas. Ora, fazia eu a depilção e pensava que o Pai Natal me podia meter no sapatinho uma máquina de depilar dessas todas modernaças... que a minha já tem uma patada de dinossauro, quando me lembrei das tantas pessoas que nesta altura do ano se queixam de terem a pele super seca.
É verdade, esta altura do ano, os aquecedores e ares condicionados, a roupa, tudo faz com que fiquemos com a pele super seca em certos pontos críticos: pernas e braços ( eu acrescento o meu rabo que também me dá dores de cabeça que chegue).
Ora nós tratamos logo de comprar 1001 cremes para pele seca e parece que nenhum faz o efeito devido que queriamos, ter uma linda pele hidratada!
Agora digam-me uma coisa: quem não tem lá por casa cremes para o rosto com que não se deu bem? Ou aquele creme que a nossa tia querida nos deu sem saber qual o nosso tipo de pele?( tenho lá desses)
Aqueles que não deitamos fora por termos pena porque estão novos!
Ora nem deitem, dêem uso a esses cremes (muitos deles carissimos) para aplicar nessas outras partes do corpo ressequidas.
Os nutrientes dos cremes do rosto estão preparados para dar uma super-nutrição à nossa pele tão sensível da cara e afins, ora se não nos servem para os efeitos que estão destinados não imaginam as maravilhas que vão fazer nas nossas pernas secas e a escamarem-se.

Foto retirada daqui.


Bora lá dar cabo desses frasquinhos que ganham pó nos fundos dos armários e andar com a pele bem hidratada!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

(Eu)



Tem dias que a vida me parece uma linda melodia que se vê nos meus olhos.
Apesar do frio, das mãos enregeladas e do nariz vermelho nada me tira o sorriso. Por muito simples que seja ou imperceptível ele está lá... no coração.
A vida leva o seu rumo não posso lutar contra ela, sei que tenho que me deixar ir e serei ainda mais feliz.

Ontem dizias "Há muito tempo que não nos riamos assim os dois!", eu sei amor mas agora eu já estou cá. Obrigado por teres esperado.

domingo, 30 de novembro de 2008

Também há as coisas positivas

Ter um marido bombeiro não é mau em tudo.
Sei que é chato ter que dormir sozinha, passar certos fins-semana sozinha e até passar dias sem lhe meter a vista em cima (como já aconteceu), é preciso ter estofo confesso.
Mas no revés da moeda podemos apreciar bem de perto um mundo que é totalmente impossível de ver e observar ao comum mortal. É a cumplicidade, as amizades, as brigas (sim, porque também as têm), o amor (e é tanto, o Hugo é gozado por ser dos poucos que casou com uma gaja que não é bombeira!), mas também é verdade que graças ao facto de não partilhar com eles esta actividade de ajuda ao próximo... para mim é e sempre será a bixarada, sinto-me um pouco excluída do pequeno mundinho deles.
Mas...
Há coisas tão boas mesmo assim!
Como poder passar uma tarde a beber café pingado (era mais leite com café, mas prontos) acompanhado de um bolo de Alfeizerão oferecido por uma senhora como agradecimento pelo salvamento da sua cria (vulgo criança) numa tempestade há uns tempos. A isto junta-se €€, comida, garrafas de vinho (uiii, então vinho do Porto vai lá vai) e todas as 1001 coisas que as pessoas dão para agradecer a ajuda.


Foto retirada daqui.

Porque o nosso tinha a tampa completamente escrita com uma linda carta da senhora a agradecer, daquelas quase de puxar à lágrima.

Agora vou ali continuar a curtir o meu fim semana prolongado e esticar-me à lareira.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Afinal é 6.ªfeira hoje

Hoje foram precisas medidas extremas para me convencer que era 6.ª feira. Para mim hoje ainda seria uma 5.ª feira trabalhosa como previsto, mas não, será uma 6.ª trabalhosa.
Acho que isto de andar a contar os dias que me faltam para ir embora anda a mexer com o meu calendário semanal, sei em que dia estamos mas não faço a mínima a que dia da semana.

Então assim começou uma 6.ª feira, com uma aposta logo bem cedinho ( e que ganhei!! Deves-me uma pizza e 1l de coca-cola, fax favor) e poder apreciar com um sentimento de missão cumprida a nossa Matilde a brincar. Para gata receosa e medrosa, que não saia do seu canto, agora corre a casa ( e é cega quase a 100%), ataca os outros nossos residentes ( eu passo a vida a apanhar tufos de pêlo que ela lhes arranca), brinca com ratos e peluches ( bolas não é com ela), come comida de lata surripada aos outros ( porque eu não lhe dou dessa) e, o mais giro, a menina já aprendeu a ir à areia e tapar (ela era do tipo fazer e andar e quem se senti-se incomodado que lá fosse... calhava sempre ao Ruca que com cara de caso ia lá fazer o jeitinho).


Posso dizer que sou uma mãe gata babada. Educação os meus meninos têm com fartura e palmadas no rabo também.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Astro rei

Aprendi a gostar de astrologia com a minha mãe, passei a não poder passar sem ela com a minha colega.
É claro que neste ponto da minha aprendizagem nem toda a astrologia barata me serve, vão-se refinando os gostos e aprofundando os conhecimentos.
Com ela conheci um site que me surpreende imenso pela credebilidade da informação (pouco ou nada sai fora do que realmente são os meus dias ou como me sinto).
Num secção muito engraçada de previsão tenho seguido meticulosamente o que previram e está previsto no meu mapa astral.
A minha inquietação desde março deste ano que se vai estender até janeiro do ano que vem, porque será! Inquietação esta que iria culminar num romper de algo, uma relação, no trabalho ou até no meu corpo com sérios problemas nervosos.
Falam de uma certa paralização que se vai extender até 2010 que me vai impedir de ver claramente qual a minha direcção de vida, a falta de energia tem e será uma constante. Dizem mesmo que se for problemas no trabalho para evitar a tentação de mudar. Azar, já está em processo.

Depois o período exacto deste momento: novembro até agosto do ano que vem fala em mudanças radicais.
Estou a atravessar o impacto que ocorre com toda a gente a cada 29 anos (estes são os meus primeiros) e tudo agora depende de como eu vivi a minha vida até agora. Se bem ou mal agora virão os frutos! O ano passado tudo começou a mudar ( é verdade, bem verdade) e consciente ou não estou-me a libertar de tudo o que não for relevante em relação ao que sou como ser humano. Poderei ter uma sensação de perda mas tenho que me mentalizar que estas perdas são necessárias para me preparar para o próximo ciclo que será o mais importante da minha existência.

Tudo isto e passo a citar:

"todos esse "ataques" obedecem a um fundamento. Este trânsito vem mostrar- lhe que você ainda não chegou ao fim de sua busca da realidade, havendo muito espaço para crescer. Veja a situação dessa forma e assimile aquilo que lhe for mostrado. Quanto mais resistir e tentar negar o que estiver ocorrendo agora, mais difícil será este trânsito. "


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Miauuuuuu!

Acho que todos precisamos de choramingar um pouco, pedir colo e docinho... nem que seja um simples queque de noz.
Depois de barriga satisfeita e poder-se dizer que se teve um excelente fim-semana vem a terrível 2.ª feira capaz de deitar abaixo qualquer ponta de alegria.
Nestes já 10 anos que posso dizer que pertenço à classe trabalhadora aprendi que nunca, mas nunca se deve falar mal da entidade patronal e isso é um ponto bem assente. Mas também até agora nunca tive nenhuma que me desse razões para queixas (mesmo a que me ficou a dever os meus direitos todos após despedimento ilícito, mas vinguei-me 2 anos depois por isso pessoal "Ficámos quites!").
Eu nunca tinha conhecido o significado de pressão psicológica, atentado à individualidade e direito de expressão.
Estou saturada do "não mexe, não fala, não respira"!

Eu já não vou lanchar, evito ir ao wc, não atendo o telemóvel, digo adeus do meu lugar a quem passa na rua e eufóricamente me acena, eu deixei de ver o meu mail... eu até tenho receio de respirar.
Sinto-me encurralada, ameaçada, controlada ao mais simples suspiro.
Estou farta!
Com o frio que tem estado e hoje até o aquecedor me fecharam à chave.


Mas deixo aqui assente, sou eu que vou ganhar!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ode ao gato II


"Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis."
"Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.
O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.
Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.
Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento."
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo."




ODE AO GATO de Artur de Távola

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rotinas

Antigamente era ao fim semana que mais tempo eu tinha para andar de volta dos blog's e actualizar tudo, não sei que raio de voltas deu o meu relógio que agora o cansaço e falta de tempo do fim semana se arrasta pela 2.ª feira também.
Trago comigo listas infindáveis de coisas pendentes, que se vão arrastando e nem que eu me desdobre em 3 consigo dar conta do recado todo.
Em 5 meses toda a nossa rotina lá de casa se alterou radicalmente e acho que vai demorar ou já não vai mais entrar nos eixos.
Andamos a tentar nos adaptar ao novo método de organização mas tem sido dificil, parece que ficam sempre coisas por fazer.


Até eles andam alterados, de 2 passaram para 5 e ainda não conseguiram perceber o funcionamento da rotina lá de casa (aquela que agora não há).
A mãe aqui que devia de chegar cedo e dar a arrumação geral, fazer a janta e dar os miminhos da praxe chega depois do homem da casa... que tem um ritmo e prioridades completamente diferentes.
Andamos assim meio desorientados meio sabe-se lá como.
E as mudanças prometem não ficar por aqui...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

eu também tenho medo e choro

Ultimamente não tenho conseguido evitar chorar.
Nunca fui muito de sentimentalismos, chorar só mesmo de raiva, mas nas últimas duas semanas há assuntos que me tocam num ponto muito sensível do meu ser, do meu coração, da minha cabeça.
A felicidade!
Ver os outros felizes, pensar se sou feliz ou se me falta algo para ser ainda mais feliz... é claro que falta.
Não sei explicar esta queda para as lágrimas que tem vindo a crescer gradualmente quanto mais se aproxima o dia da consulta no hospital.
Tenho pensado nos últimos dias que vou desistir de tudo, que não quero saber, que tenho medo.
Se calhar é isso, simplesmente tenho medo! Ou é o facto de eu ser tão casmurra que sempre consegui alcançar tudo o que queria na vida e tenho-me deparado nos últimos 2 anos com um aço que não consigo dobrar a meu favor.
Hoje por incrível que pareça correram-me as lágrimas pela cara abaixo quando falei na maldita consulta e disse "Eu desisto, eu não quero!".
Talvez o "porquê eu?"
Disseram-me para me sentir feliz por saber o que quero, por nunca ter tido quaisquer dúvidas nestes 2 anos que entretanto passaram que sim, quero ter um filho e ainda por ter alguém a meu lado que me completa.
Não tenho suportado nestes 2 anos certas situações que me rodeiam e nos últimos meses tenho pavor e sinto que ninguém me compreende. Tudo é feliz e perfeito!
Sinto que ninguém entende e sente o que falo, sinto que fogem ao assunto quando eu tenho mais necessidade em falar e dizer "sim, eu não consigo ter filhos. sim, eu vou ser seguida no hospital nas consultas de infertilidade".
Nestas alturas nem mãe, sogra, cunhada ou amigas me valem. Não entendem!
Talvez o único que até agora tenha falado com mais descontração do assunto tenha sido o meu próprio irmão, disse "eu vou ter um sobrinho que vai vir de um frasco, vai ser todo por encomenda... loiro, de olhos azuis, musculado e 1,80m". É disto que eu preciso, será que ninguém percebe?

Mas do que eu tenho pavor, de tudo. Medicação, injecções, punção, implantação! dar negativo
E ter que voltar a repetir tudo outra vez...


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O porquê de um blog?

Nestes 3 anos que passaram desde que me iniciei neste sub-mundo da blogosfera deparei-me imensas vezes com a redundante pergunta "Porque manter e continuar com os blog's?"
O primeiro instante é dizermos "Porque sim, porque é giro!", mas com o passar do tempo vêm as eternas dúvidas sobre se realmente valerá o esforço mediante os repetidos atentados à individualidade de cada um.
E quais são os atentados mais frequentes?
Ora, acho que isto é do domínio público... cópia de fotos, cópia descarada de textos pessoais e demais usurpações que quem tem um blog é alvo diáriamente.

Quantas vezes não nos deparamos com páginas em que foi anulada a função do lado direito do rato!
Quantas vezes vagueamos por blog's em que as fotos apresentam-se marcadas com o link! ( eu sou uma delas!)
Tudo isto tentativas de evitar cópias descaradas, mas quantas vezes não damos com elas!

Mas vejamos uma coisa, ao colocarmos o que é nosso num domínio público sujeitamo-nos a todos estes roubos alheios... não podemos evitar isso uma vez que nem todas as consciências se regem pela mesma linha de regras de respeito pelo próximo.

Espera, podemos evitar! NÃO TENDO UM BLOG OU SER PRECISO CONVITE PARA O VER.

É aqui que se entra no dilema: mantemos o blog como meio de inter-comunicação com todos os que nos são amigos e que partilhamos este espaço, do qual conhecemos também muita gente nova e troca de experiências?
Ou aguçar a curiosidade alheia de quem vem apenas engordar-se de inveja e desdenhar quem somos e o que fazemos?

É um risco! E para mantermos um temos que nos sujeitar ao outro.

Eu já tive fotografias copiadas e textos copiados e comentados, não pelos melhores motivos. Mas isso, depois de muita reflexão, não me vai impedir de dar a cara por este meu espaço.
Sou eu aqui, com fotos minhas o mais actualizadas possíveis, tudo o que escrevo é pura realidade e tudo o que partilho é aquilo que costumo chamar "de coração", não tenho problema em escrever sobre assuntos pessoais que muita gente esconde a 7 chaves, aliás é um bom meio de obter 1001 opiniões e sugestões que poderão me fazer ver o mundo de outra maneira e ultrapassar com mais facilidade todos os obstáculos.
Porque ninguém nasce ensinado e na partilha é que está o ganho no viver e aprender.

Sei que exponho a minha vida como se fosse um livro aberto mas não me arrependo porque nunca me arrependi do que possa ter feito ou de decisões de algo que venha a fazer.

Para a semana inicia-se um novo ciclo na minha vida e espero que estejam cá todos os que partilham este espaço comigo para me dar todo o apoio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Questões de €

Hoje, como é hábito todos os dias, lia o Jornal de Negócios Online ( ossos do ofício que se tornaram um vício) e leio mais umas das imensas notícias sobre a economia europeia... euribor, euribor, euribor!

O BCE está a reduzir as taxas tão abruptamente que nem os economistas estão a conseguir prever o futuro.
Pela 23.ª vez consecutiva as taxas descem, fixando-se agora nos 4,343% ( euribor a 3 meses, a que se tem utilizado mais nos empréstimos dos últimos 2 anos sensivelmente) dizem eles que atingiu o nível mais baixo desde 14 Fevereiro deste ano e já há economistas que jogam ao ar que vá descer até aos 2% no ano de 2009.
Por mera curiosidade fui ver quanto estava a pagar da minha casa no Dia dos Namorados deste ano e fiquei impressionada, se continuar a descer na minha próxima actualização em Janeiro de 2009 vou levar um corte substâncial na prestação. Apesar de pertencer ao grupo de felizardos que não estão apertados com a prestação da casa, graças ao pouco valor que neste momento devo ao banco (entre amortizações antecipadas e acordos de descida de spread) confesso que se se verificar as descidas previstas vai haver um extra mensal muito interessante.
Mas vou esperar sentadinha e é ver para crer, para o próximo mês já devo ter previsões antecipadas.


Foto retirada daqui.


Já agora para os que queiram aprender umas coisas muito interessantes sobre economia aconselho vivamente que sigam Pedro e o Blog.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Descendo do salto

Há pouco estava ao telefone com a minha mãe, nas nossas normais conversas de hora de almoço nestes quase 50km que nos separam e fomos bater à mesma tecla:

"Isto está a ser um ano filho da puta para toda a gente!"

Desculpem o palavrão e o descer do salto, mas somos portugueses e todos sabemos o que escrevi.

Casamentos desfeitos, doenças, quase falências, brigas e agora uma luta contra o cancro. Mas que raio nos falta acontecer e aos nossos que nos são próximos?

Portrait

Não mudámos nem um bocadinho.

Crescemos somente por dentro, em compreensão, paciência e amor.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

És tudo para mim



We'll do it all,
Everything,
On our own.

We don't need
Anything
Or anyone.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?

I don't quite know
How to say
How I feel.

Those three words
Are said too much.
They're not enough.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old.
Show me a garden that's bursting into life.

Let's waste time
Chasing cars
Around our heads.

I need your grace
To remind me
To find my own.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old.
Show me a garden that's bursting into life.

All that I am,
All that I ever was
Is here in your perfect eyes, they're all I can see.

I don't know where,
Confused about how as well,
Just know that these things will never change for us at all.

If I lay here,
If I just lay here,
Would you lay with me and just forget the world?


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Sempre que ouço esta música penso em ti.
Vá-se lá entender porquê, são aquelas pequenas coisas que nos marcam o coração e não sabemos explicar.

Talvez porque há 2 anos (sim, 2 anos já) eras a única coisa que eu precisava e continuas a ser o meu elixir da vida todos os dias da minha vida.
Porque há 2 anos me fizeste parar, deixar de fugir de mim própria e dos outros e aprender realmente o que é viver.
Obrigaste-me a deitar e simplesmente olhar as estrelas e eu assim o fiz.
És a minha razão, és o meu pilar, és o meu guia.

Gostava que ouvisses a minha voz enquanto leio o que escrevo, a serenidade e certeza impera em mim.
Quero que saibas que 2 anos para mim não são nada, são apenas o início!
Mas foram os 2 anos mais maravilhosos que tive em toda a minha vida, em que realmente me desprendi de algo que só existia na minha cabeça e vi com olhos o quanto o mundo era belo.

A ti, meu amor, dou o meu corpo e a minha alma!


escrito a 2 de outubro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Sentimentalismos

Adivinhem quem já tem uma máquina fotográfica nova? Quem é? Quem é?
O Hugo fartou-se de me ouvir protestar e fomos os 2 escolher a minha nova menina, confesso que não consegui fugir à marca e trouxe uma Canon mas agora a bateria e fugi a passos de corrida das Powershot. Agora sou eu e a minha IXUS 85.

Para estreia e averiguar a boa qualidade (defendida pelo vendedor e pela net) ontem levou uma estafa no casamento a que fomos dos nossos colegas e mostrou-se estar à altura do que queria. Adorei! Vou comprar uma bateria suplente, não vá o diabo tece-las e tenho aqui máquina para muito tempo.

Quanto ao casamento foi o mais lindo que fui até hoje!!
Todos os pormenores foram simplesmente deliciosos, começando pela cerimónia que foi às 16h seguida logo do corte do bolo!


Depois entre petiscos andamos a passear pela quinta, que passo a publicidade foi na Quinta da Aldeia em Porto de Mós e é simplesmente lindíssima conservado todo os pormenores de uma quinta serrana.

Confesso que com a idade ando a ficar uma sentimentalista e ontem não pude escapar entre um abraço apertado com o noivo umas lágrimas de alegria. Não sei mas se não tivesse a certeza que não estava grávida não metia as mãos no fogo.


Esta foi sem dúvida a foto que tirei deles que gostei mais, acho que para mim digna do meu albúm de sala.


Depois do jantar e antes do baile tivemos direito a um strip parcial... porque agora o Nuno é casado e não se pode dar a esses desfrutes em público. Tudo no seguimento de uma brincadeira mesmo à bombeiros!!Acabámos com um buffet pela noite dentro.

Hoje estamos em resclado e a preparar mais uma semana de trabalho isto agora tem sido a 200% e sem tempo para mais nada.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Walter, o amigo do Achmed

Vejam pela ordem, é muito longo mas vale a pena.







(isto de não ter máquina dá nestas merdas)
Hoje ou amanhã já vou comprar uma!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Veredicto: descanso final


Sinto-me despida, sensação estranha relacionada com um simples objecto pouco ou nada normal de se sentir assim tanta falta.
Normal seria sentir-me despida de um telemóvel, de um PDA, uma agenda de papel... algo que guarda-se verdadeiramente informação preciosa para nós.
Mas não, eu sinto-me despida sem a minha máquina fotográfica.
Sinto-me incompleta como se me falta-se um braço ou uma perna, como se estivesse a ressacar de uma droga e anda-se completamente alheia o mundo. Fogo eu sinto-me assim.
Foram 2 anos e meio que me habituei a tê-la sempre na mala comigo para todas as ocasiões para todos os trabalhos! Sim, eu também preciso dela para trabalho ( que agora se vai acumulando aos poucos na prateleira do escritório à espera).
Ontem depois de muito correr o veredicto final saiu, morreu.
Talvez tenha sido eu a culpada da sua morte por a trazer sempre comigo e não a deixar respirar, nunca saberei.
Ontem passei umas boas horas a tentar escolher uma substituta à altura mas agora as máquinas modernas não têm a opção que mais adorava naquela. Sinto que nada a vai substituir, sou tão agarrada às minhas coisas que me custa aceitar a entrada assim de uma nova.
Na esquina da mesa da cozinha ficaram as 2 opções mais fiáveis, pode ser que o marido pegue nelas e lhe dê um ataque de generosidade.

Nisto eu vou perdendo pedaços de dias vividos, como o nascer do sol de hoje lindo e enevoado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

VENDE-SE

Máquina fotográfica da Canon em excelente estado de conservação mas em vias de ficar aos pedacinhos se não começar a tirar fotos.

Já não sei se o problema é das pilhas (recarregáveis) ou se da máquina mesmo. Carrego as pilhas e dá sempre bateria fraca e desliga-se e agora deu em tirar fotos que ficam brancas...
e eu que tinha uma coisa tão gira para mostrar.

Precisa-se de ajuda!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Questões de vestimenta

No próximo fim semana tenho um casamento e tinha um vestido muito "Betty Boop" castanho com muitos folhos e rendas para vestir.

Mudança de planos!

Com o frio que tem estado mandei a minha mãe empacotar o vestido até para ano (pode ser que apareça outro casamento para ir) e ando numa odiosa saga de comprar roupa QUENTE e com tempo contado.

1.º odeio ir às compras;
2.º odeio comprar roupa;
3.º odeio andar em lojas no meio dos cannibais;
4.º odeio ter pouco tempo para comprar o quer que seja ( no último casamento que fui demorei 2 meses a arranjar uns sapatos que gostasse, como vou comprar roupa para sábado!!)
5.º começo a abominar casamentos...

O marido esse não teve problemas, como sempre, vai fardado. Estou a pensar seriamente em aderir a uma actividade destas para não ter destes meus problemas existenciais

domingo, 2 de novembro de 2008

Finalmente! (take 3)

Poderosa a foto não? Acho que é mesmo ao estilo dele, devia de emoldurar.
O meu coxo vai recomeçar a trabalhar amanhã (yupi... mas baixinho para ele não ouvir, é que ninguém já o consegue aturar depois de 5 meses e uns dias em casa a trepar paredes).
A partir de amanhã poderei retornar com a minha longa conversa de tristeza de passar tanto tempo sozinha, mas é a vida.
Agora sabendo eu a diferença prefiro que ele vá trabalhar e eu fique aqui a lamentar-me para os gatos, é bem mais fácil!

Mas hoje já lhe disse, depois de 5 meses em casa o primeiro dia de trabalho vai vir para casa a arrastar-se (estão a ver as lagartas da BD?? tal e qual).
Enquanto o jogo do Glorioso não acaba vou pasmar um bocadinho ali para a minha bancada.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

1.464h 87.840m 5.270.400segundos

Quanto tempo demora a passar 2 meses?
Não me estou a referir aos 61 dias, às 24h de cada um e aos 60m de cada hora mas sim ao que mentalmente demoram a passar 2 meses.
Será que vai passar rápido? Será que nem por isso?
Hoje o meu futuro resume-se aos próximos 2 meses, para o bem ou mal que venha ai eu vou ter que cá estar.
Esta semana libertei-me de muita coisa, da medicação e do trabalho certo e com bom ordenado no final do mês. Acho que uma coisa sempre esteve inevitávelmente ligada com a outra: o trabalho causava-me nervos e os nervos tiravam-me o sono e sem dormir lá entrava a medicação. Mas acho que cortei os males pela ordem incorrecta... que se lixe.
Está feito!
Hoje foi o dia D da minha vida, dos meus últimos 4 anos. Despedi-me!

Agradeço a toda a claque que tem estado este tempo todo aí desse lado a dar força a estas 2 daqui (sim despedimo-nos as 2), finalmente tivemos a nossa carta de alforria (como carinhosamente lhe chamou a Andie).

Ela já foi, eu infelizmente (até nisso fui lixada) vou ficar cá a marcar passo por mais 2 meses.


O futuro esse não me preocupa, acho que finalmente me posso dar a esse luxo!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

tenho um espinho cravado



No meio da minha agitação esqueço-me, perco-me e dissipo-me no universo.
Arriscaria gritar estou livre, quero-te, amo-te como o fiz em tempos!
Como rosa selvagem que sempre fui, cravada de espinhos e indomável tu quebras-me com o teu beijo e o teu abraço, o teu sorriso e o teu modo de me fazer rir.
Será que é isso que me faz amar-te tanto?

Quero ser para sempre a tua rosa selvagem... porque um dia dissemos que é para sempre até que a morte nos separe.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ladies night

Hoje convidaram-me para uma despedida de solteira.

Foi quanto bastou para me meterem aqui a dissertar sobre assunto com o qual nunca nutri grande amizade ou qualquer tipo de confiança.
Agora vocês dizem "Mas porra pá, tu casaste o ano passado e tiveste despedida de solteira", alto ai e pára o baile! Eu não defino aquilo que se passou no dia anterior ao meu casamento como uma despedida de solteira, eu gosto de lhe chamar de "jantar das profissionais... 60% divorciadas, 30% casadas e 10% solteiras (eu não me inclui nem num nem noutro porque era um misto de carne e peixe se é que me entendem) e sim, tive gente comigo nessa noite que nem ao meu casamento foram. O espanto!!!
Para mim foi simplesmente um jantar para o qual fui completamente cansada mas onde me ri imenso. Não houve bebedeiras, não houve strip, não houve maluqueiras, houve somente um conjunto de senhoras quase todas dos 30 para cima e dos 50 também que passaram uma noite inteira a falar de relações, filhos, maridos e afins. Não houveram os típicos "Ah, vais casar, vais-te enforcar!" mas sim uma explanação de longa duração de quem já tinha casado e passado por uma separação. Acho que essa noite valeu por 1001.


A bem da verdade só fui a uma despedida de solteira na vida e foi de uma amiga.
O que me mete confusão é a definição que as pessoas carregam na dita festa "DESPEDIDA de solteira", raios se gostam tanto de serem solteiros e até precisam de uma despedida porque raio se casam?
E fazerem as festas 1/2 semanas antes! Acho que estão a desvirtuar uma celebração tradicional e antiquíssima, reza a história que:

" Despedidas de solteiro = foram originadas pelos soldados Espartanos, que se despediam dos seus dias de solteiros com uma festa desconcertante."

Como por cá ainda não acabámos com esta e adoptámos uma de outro país eu vou esperar pacientemente que um dia possa finalmente fazer o meu chá de panela e quem sabe um chá de lingerie ( ao qual acho muito mais piada) já que existem também a Tuppersex!

Como devem de adivinhar ao fim deste paleio todo obviamente que a minha resposta ao convite foi um NÃO, grande, redondo e sonoro. Prefiro ficar mais o marido e curtir o feriado por terras do interior, visitar a entidade maternal e quem sabe dormir uma sesta deitada no terraço lá de casa.

Desse que dizem ser o nosso último de casado, de liberdade e afins eu somento acho piada às fotos de umas horas depois...

Andreia, fomos as primeiras!

domingo, 26 de outubro de 2008

Tenho medo da multidão


Admito que gosto de me ver rodeada de gente.
Passo eternidades a criticar-me por não organizar mais patuscadas cá por casa mas depois acabo sempre por retrair-me, muitas vezes não entendendo bem porque.
Acho que hoje finalmente entendi!
Ter muita gente, em minha casa... a junção destes dois factos cria em mim uma espécie de êxtase, stress e 1001 sentimentos que me metem a cabeça a andar à roda. A minha mania que seja tudo bom e bonito faz com que não desfrute do momento com todos os meus sentidos.
Será falta de hábito?

Só sei que depois de todos saírem, os gatos reaparecerem e ocuparmos os nossos normais lugares de um domingo final de tarde me parece que finalmente entro em mim.
Depois de limpar tudo ao mais ínfimo pormenor e deixar já tudo orientado para o dia seguinte sinto um alívio indescritível.
Mas eu gosto de ter gente em casa acho que não estou é habituada. Nem eu nem os gatos (ponto final).

Avizinha-se uma semana stressante, talvez a última. Talvez em sabor de comemoração dos meus 4 anos na empresa que comemorei hoje em tom de brincadeira.
Esta é sem dúvida a melhor altura de estender asas e alargar horizontes!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

The quest




Sou uma apaixonada todos os dias!


(Anatomia de Grey novamente)

Quando tudo tem que acabar

Um 6.ªfeira que começou assim, calma.
Tão calma como eu não sentia há muitos meses, talvez arrisca-se dizer quase 1 ano.
Talvez esteja a ser um compensar do inicio da semana atribulado e de meter os nervos em franja, mas necessário para que a semana acaba-se assim.
Por aqui tomaram-se decisões muito difíceis, que finalmente ganharam contornos e datas marcadas, objectivos previstos e um abrir de um novo horizonte que eu já não via há muitos anos.
Por um lado o sentimento de libertação mistura-se com um "dejá vu" que ainda não tinha esquecido como era, voltar à fase de incerteza está a ser para mim delicioso pela primeira vez.
Tanto que hoje finalmente acertei numa roupa que me fizesse sentir bem, apesar de continuar a ser negra é um negro mais libertino... talvez uma extensão da alma.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O mar, a terra e o céu

Apetece-me partir, só contigo a meu lado, pelo mar fora.
Azul, verde...
Sob cinza ou branco, azul ou traçado!

As coisas têm decorrido com uma velocidade estonteante, nada normal dos meus finais de ano.
É o fazer, comprar, tratar... estudar, trabalhar. Mudar!
Acho que nos dias que restam até que 2008 encerre terei muitas novidades com o virar do ano, muito boas tenho a certeza disso.
Quer sejam a nível profissional quer sejam a nível pessoal.

Hoje enquanto vinha para o trabalho lia na contracapa no livro que trago na mala há meses (é verdade, tenho estado tão preguiçosa nas minhas leituras),
"a vida não tem de ser tão complicada quanto insistimos em torná-la."
Mas será que temos capacidade para fazer as tão necessária limpezas mentais? Espero chegar a essa parte do livro muito em breve.

Acho que tudo na vida faz parte de um caminho, só nós podemos controlar o quanto as coisas nos afectam ou não.
Tenho fases em que tudo para mim é um drama, afundo-me em lágrimas e indefinições, indecisões e tristezas.
Depois páro e penso, discuto e realinho ideias.
As coisas não precisam de ser assim. Porque sofro eu por antecipação? Antes de o carro bater no passeio já eu me estou a lamentar (é o que me costumam dizer!).
Mas eu acho que preciso deste stress todo para compreender o que vale a pena e não vale a pena.

Hoje valeu toda a pena atender o telefone para ouvir a notícia que finalmente chegou a carta do hospital. Medicina reprodutiva ai vamos nós!
Quanto ao trabalho talvez hajam planos no horizonte, tudo a seu tempo.