segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Resenha literária

A semana passada acabei de ler o livro que trazia entre mãos, entre pastas, entre lãs e agulhas. Era um livro pequeno de folhas curtas e de leitura rápida, mas agora eu dedico-me a ler em qualidade e esforcei-me para ler somente uma carta por dia.

O livro foi-me oferecido pela Sílvia, assim com aromas de prenda de casamento.


Em resumo trata-se das cartas de amor escritas por Kahlil Gibran a May Ziadah, salientando que eles se conheciam "unicamente através das cartas que trocavam e das obras de cada um. No entanto, a sua correspondência iria manter-se a vida inteira, tal como o seu amor."

Como já é normal marquei algumas linhas que achei de uma beleza indescritível:

"O sono beijou-te os olhos. Não negues que o sono te beijou os olhos. Eu vi-o beijar-tos. Vi-o beijar-tos assim, dessa maneira! Por isso poisa aqui a cabeça neste ombro, e dorme, dorme, minha pequenina, dorme pois estás em casa, no lar que é teu. Eu, por outro lado, ficarei acordado, ficarei acordado e farei vigília até de manhã."

"Neste preciso momento ocorre-me um pensamento glorioso. Ouve, minha querida: se alguma vez tivermos de discutir (quer dizer, se a discussão for inevitável), não devemos ir cada um para seu lado como já aconteceu no passado, após cada "batalha". Deveremos permanecer, apesar das nossas divergências, sob o mesmo tecto, até estarmos fartos da discussão e começarmos a rir, ou então até4 que a discussão se farte de nós e nos deixe com um abanar de cabeça."

in "As mais belas cartas de amor" de Kahlil Gibran


Para quem não se lembra, este foi o escritor do qual utilizei excertos de textos no meu casamento e que muita gente não conhecia e ficou a adorar ( a mulher do meu patrão foi uma delas).

Aqui fica um pedido ao Pai Natal ( ou às pessoas que andam a escolher prendas para mim) : se mais livros dele vierem no saco serão muito bem vindos!

Agora surge-me a eterna dúvida "Que livro vou ler a seguir?"
É que o outro que ando a ler, devido ao seu enorme tamanho e peso, fica um pouco insuportável andar a passeá-lo dentro da minha mala.

2 comentários:

Sílvia disse...

Ainda bem que gostaste do livro... Fico contente...
E se encontrar outros... eu envio :) Mas não me confundas com o Pai-Natal, ok? Esta barrigaça passa já já...

Gabriela... disse...

P/SÌLVIA,
Não és o Pai Natal??? hohoho
Pela barriga até parecia...