quinta-feira, 27 de agosto de 2015

18/2015



Nome: Quatro - Histórias da série Divergente
Autora: Veronica Roth
Pontuação: 5*


"Dois anos antes de Beatrice Prior ter feito a sua escolha, o filho de 16 anos do líder dos Abnegados fez o mesmo. A transferência de Tobias para os Intrépidos é a última oportunidade para um recomeço. Na nova fação não será conhecido pelo nome que os pais lhe deram, pois não permitirá que o medo o reduza a uma criatura indefesa.

Agora conhecido como "Quatro", Tobias depressa descobre que os Intrépidos foram a opção certa. No entanto, a Iniciação é apenas o começo, pois Quatro terá de conquistar o seu lugar na hierarquia da nova fação. As suas decisões afetarão futuros Iniciados, além de deixarem a descoberto segredos que poderão ameaçar o seu próprio futuro - e o futuro de todo o sistema de fações.

Dois anos depois, Quatro quer intervir, mas hesita no caminho a seguir. A primeira pessoa a saltar para a rede pode mudar tudo. Com ela, a solução para mudar o mundo pode tornar-se mais clara. Com ela, ser simplesmente Tobias volta a ser uma possibilidade.

Para os fãs da saga Divergente, pela autora bestseller do New York Times Veronica Roth, surge Quatro, um volume complementar que inclui quatro novas histórias anteriores à narrativa principal e três cenas exclusivas de Divergente - todas contadas do ponto de vista de Tobias Eaton." em wook.pt


Para mim...

Depois de uma pausa, mais que necessária, peguei nesta edição extra da série Divergente.
Toda contada do ponto de vista de Tobias desde os primórdios da sua conturbada infância junto do seu e abandono da mãe, a fuga para outra fação, a luta para se encaixar nessa fação e tudo muda quando Tris é a primeira a saltar para a rede.
Aí finalmente, ele põe a hipótese de deixar ser simplesmente Quatro e voltar a ser o Tobias.
Um extra à história que supera em muito o último livro da saga, pela tenacidade, paixão, desespero de um vida melhor e acima de tudo por mostrar o lado mais romântico do que foi realmente conhecer Tris.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

"Chamam-no, assustam-no, dão-lhe palmadas na cabeça, espetam-lhe ferros frios no lombo"



A TVE PARA MIM ACABOU
A minha família nāo desgostava de touradas. Não que se babassem por ir ver o Tito Capristano à Moita ou o Nelo Cagarras a Santarém, mas lá em casa, se passava uma Corrida, a malta ficava a ver. Nas férias andaluzes, chegados ao apartamento com sal mediterrânico, o meu Pai punha na TVE e até ao jantar sorvíamos a cantilena espanhola dos comentadores especialistas e 8 ou 10 toiros de morte.
Não éramos aficionados mas gostávamos de ver. Do espectáculo. Da arte do matador. Da faena. Da orquestra. Do tribalismo. Só não podíamos ver os cavaleiros. Gajos de jaqueta brilhante montados num cavalo a espetar farpas que se transformavam em bandeirinhas que acenavam ao público. Degradante. O cavaleiro é o cobarde da tourada, é o puto que insulta e depois foge. Tínhamos, eu e o meu Pai, um sonho: unir a Ibéria numa só tourada: matadores espanhóis, forcados portugueses. Os cavaleiros passariam a alisar a areia, a limpar os estábulos e a dar água aos toiros.
Olho a televisão com o canal público a dar tourada. Aquelas mesmas caras de sempre de olhar bovino. Caras de gente laranja, de bigodes falsamente aristocráticos, as famílias da "tradição", os betos e os que querem passar por betos, as calças caqui, os penteados, as patilhas, uma portugalidade meio bizarra que parece advir de promíscuas relações entre primos e irmãos. Esta gente que ali está atrás das tábuas funde-se com as vacas em noites de Inverno: por isso aquele bovino olhar, a mansidão das carecas reluzentes, a lhaneza.
Pai, eu já não posso continuar a ver isto. Não é fácil questionarmos as coisas que enquanto crescemos eram naturais. Mais difícil quando as víamos junto aos que amamos. O meu Pai gostava de ver e eu via e também gostava porque gostava dele. Vamos continuar a ir aos nossos sítios a que íamos sempre juntos. Vamos a Moledo, a Ceuta, a Sevilha, a Mijas, ao Forte de Peniche, às Caldas do Luiz Pacheco, a Vilarelho ouvir o Maestro Coca-Cola Killer ensinar Bach às gentes do campo, vamos continuar a ir ao Estádio da Luz e a abraçarmo-nos dentro dos golos do Benfica, mas, Pai, a TVE para mim acabou.
Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano. Porte imponente, músculos fortes, cornos pontiagudos, nobreza de carácter, mas os olhos. É nos olhos do toiro que nós vemos a sua ingenuidade. Uma criança perdida no meio da multidão.
O animal sorve a vida de forma natural. Passa anos a comer ervinhas, a ver pores-do-sol, a esfocinhar amorosamente com outros animais. Vive a vida em liberdade, em campos abertos de luz, por onde pode correr, parar, dormitar, ficar só a ver. Ficar só a viver. Recebe arco-íris com uma chuvinha que lhe molha a língua e as dentolas, afasta borboletas e mosquitos com um espirro, ressona e acorda os pássaros da árvore onde está encostado. O animal não reflecte sobre o mundo, mas vive-o. Sobretudo, sente-o. Os elementos da natureza são-lhe prazenteiros. É-lhe natural ir beberricar aquela água, comer este molhe de ervas, cagar ou mijar onde lhe apetecer. O céu é-lhe natural, as nuvens e o Sol, os caminhos de terra, as plantas, os passarinhos. Aquela brisa que vem em Agosto com cheiro a cereais. Ele levanta a cabeça, fecha os olhos e sente-a. Não pensa sobre ela, mas sabe-a.
De repente, uma arena! Um cubículo de areia com milhares de pessoas e vozes e urros! De repente, o horror. Chamam-no, assustam-no, dão-lhe palmadas na cabeça, espetam-lhe ferros frios no lombo. Encosta-se às tábuas, sente a madeira, procura um caminho para voltar para o campo. Está cercado. Cornetas, luzes, gritos. Rios de sangue escorrem-lhe pelo corpo. O peso das bandarilhas coloridas enquanto corre. Não entende aquilo, não sabe o porquê. Cansado, ofegante, em pânico, investe contra o carrossel de homens e cavalos que o rodeiam.
Baixa a cabeça, com as patas tenta furar o chão como se pudesse abrir um alçapão que o fizesse cair da arena para um prado onde corresse e lambuzasse as bochechas de outro toiro. Um campo aberto a céu aberto. Sem cornetas, sem pessoas, sem gritos, sem bandarilhas coloridas, sem bigodes quase aristocráticos, sem ferros frios no lombo, sem rios de sangue pelo corpo, sem maldade. O último sonho do toiro antes de morrer." por Ricardo Silveirinha

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Séries do momento

Depois de um período dedicado só e exclusivamente à leitura a necessidade imperou de ter que seguir algo e assim nasceu mais uma rotina

Dark Matter

(sim, é o Diogo Morgado... as coisas que eu descubro nos meus estudos cinematográficos)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sem pudores

2015 está a ser um ano singular.
Experiências novas têm sido uma constante, tanto a nível laboral, familiar, sentimental e a minha lista de "coisas a fazer antes de morrer" tem vindo a diminuir por um lado e a aumentar drasticamente por outro.
Cada dia que passa e a idade avança concluo que ainda há tanta coisa quero fazer.
Hoje orgulhosamente superei-me tanto física como espiritualmente.

Fui trabalhar o dia todo, num saltinho fui fazer uma colonoscopia sem anestesia (inclusive recusei-me a tomar parte da medicação para as dores), fui sem acompanhante e ainda vim a conduzir para casa e fiz as minhas lides domésticas normais.

Daqui a 3 semanas vai ser a endoscopia e posso atestar que tenho a minha biopsia em vida semi-feita. 

O aspeto negativo de tudo isto é que ainda não descobriram o busílis da minha situação clínica.
Mas uma colonoscopia é sempre uma coisa agradável de se fazer quando os médicos não sabem o que andam à procura.

É uma coisa do tipo: "Olha mal não te vai fazer!"

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Candy :)





Mais uma encomenda pronta!
Uma almofada estilo rebuçado muito rosa e com muito amor. Ainda na onda dos corações.

Aproximadamente 70cm de largura e molde desenhado por mim com aplicação da minha querida e amada matemática. Afinal quase tudo o que faço mete matemática, e física e um pouco de astronomia.
Ser louca é astronomia.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Casar ou morar juntos?

"Casar e morar juntos são duas coisas completamente diferentes. Não tem nada a ver com o teu status no cartório. Tem a ver com entrega.

Tu podes casar com todas as honras. Dar uma festa linda. Gastar as massas na Lua de Mel. Mudares-te com o teu marido ou esposa para um apartamento lindo, pronto, decorado, cheio de almofadas em cima da cama. Vocês podem ter-se casado - mas vão demorar muito para saber o que é morar juntos. Acho que existem casais que se casam com pompas, e talvez nunca tenham realmente morado juntos.

Morar juntos é saber dividir. Saber cobrar, Saber ceder. Saber doar.

Morar juntos é dividir as contas e as almas.

Morar juntos é ter uma pilha de loiça para lavar, depois de um dia terrível de 10 horas de trabalho. E o outro cantar contigo num karaoke com o detergente, o trabalho se torne divertido.

Morar juntos é tomar banho juntos. Transformar o chuveiro numa cascata (e a casa de banho num charco).

Morar juntos é ouvir onde dói no outro. Do que ele sente medo. Onde ele é criança. O que o deixa frágil.

Morar juntos é poder chorar sem parar. E ser ouvido. E cuidado. Mas também rir. E achar graça em alguma coisa, quando o outro está para baixo.

Morar juntos é fazer contabilidade de frustrações, e saber quando não colocar na conta do outro.

Morar juntos é demorar para levantar.

Morar juntos não precisa de uma casa, e sim de um espaço.

Quem mora junto geralmente é solidário. Casar não. Qualquer um casa. Para casar basta a assinatura e o champanhe. Casar leva umas horas. Morar juntos leva tempo. O tempo todo.

Quanto moramos juntos vemos o cabelo crescer e ela cortar uma franja.

Quando moramos juntos viramos adultos aos pouquinhos, dando um adeus doído ao adolescente que éramos.

Quando moramos juntos mudamos juntos. E o outro vira um outro diferente com os anos. E nós vamos aprendendo a amar aquela nova pessoa, todos os dias."

Texto de Roberta Nader


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

17/2015





Nome: Morte e vida de Charlie St. Cloud (em Portugal "O espírito do Amor")
Autora: Ben Sherwood
Pontuação: 5*

 "Espírito do Amor é o segundo romance de Ben Sherwood e conta a história de Charlie, um rapaz que aos 15 anos se depara com a morte do seu irmão mais novo, Sam. A amizade entre os dois irmãos é tanta e a dor da perda é tão grande que Charlie promete nunca abandonar o irmão e durante treze anos vivem numa espécie de limbo, onde ambos são felizes sem viverem plenamente. É então que o nosso protagonista conhece Tess, uma jovem navegadora por quem se apaixona e que o faz ver que existe muito mais para viver. Irá Charlie cumprir a promessa feita a Sam ou irá em busca do mundo desconhecido na companhia de Tess? Um romance apaixonante que avivará os sentimentos mais profundos do leitor." em wook.pt


Para mim...
Uma leitura desencantada do que chamo "arquivo morto", perdido num livro condensado da Selecções Reader's Digest.
Após ler uma grande parte fiquei tão fascinada na história que arranjei o filme, superou ainda mais o livro.
Um romance que transcende a vida, a morte e o nosso sentimento de que estamos a cumprir os derradeiros desígnios da vida. Charlie voltou à vida para salvar o amor da vida dele.




Título: Sempre que te vejo
Ano: 2010
Género: drama / fantasia / romance
Duração: 99 min.
Realização: 
Burr Steers
Intérpretes: Zac EfronKim BasingerCharlie Tahan
Ratings: 6.4/10

"Charlie St. Cloud é adorado pela sua mãe Claire e pelo seu irmão mais novo, Sam, tendo uma bolsa de estudo que o irá levar para longe da sua calma terra, no nordeste do Pacífico. Mas o seu futuro brilhante passa a ser apenas uma miragem quando uma tragédia cai sobre ele e lhe destrói todos os seus sonhos. Depois do inesperado regresso da sua colega do secundário, Tess, Charlie passa a crescer dividido entre o cumprir de uma promessa que fez quatro anos antes e seguir em frente com o seu novo amor. E à medida que encontra coragem para ultrapassar de vez o seu passado, Charlie descobre que a sua alma é aquela que mais merece ser salva." em SAPO Mag

Para mim... (5 estrelas)

domingo, 16 de agosto de 2015

Louvar ao domingo - 33.º


Amizade! Festas de Amor / 2015

A minha primeira corrida na lama (minha e da família toda cá de casa, foi lama dos pés à cabeça... ainda ando a tirar lama das orelhas).

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Little demons

Cada dia que passo convenço-me que estou a dar asas a um pequeno demónio..

Entra no quarto da irmã e é escorraçada, única observação dela:
- "Credo! É sensível a moça!"