sexta-feira, 24 de junho de 2016

Lembranças em fase final produção



Uma dúzia de dezenas, todas diferentes, já prontas e empacotadas.
Agora andamos de volta da decoração exterior.

Engraçado quando as pessoas acham engraçado elas quererem ser batizadas!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"Quem muito se ausenta, um dia deixa de fazer falta"

Nas últimas semanas tenho pensado muito neste provérbio, no seu significado e em quanto cada vez faz mais sentido na minha vida atual.
A família mudou, alguns foram, outros vieram e outros simplesmente se afastaram. Aqueles até a quem temos laços de sangue que supostamente deveriam ser fortes e querer dizer algo.
Mas desde tenra idade nesta vida já vi de quase tudo e poucos há como eu para aceitar as vicissitudes da vida e as suas demais provações sem grandes dramas.
É um remar com a maré porque remar contra cansa.
Mas talvez uma das minhas últimas, mas mais preciosas, aprendizagens tenha sido que só devo gastar a minha energia a ajudar quem quer ser ajudado.
A minha única questão é: Será que eu quero tentar? Será devo deixar o que tenho para ajudar quem me deixou? Será que as voltas da vida não terão sido para colocar tudo como deveria de finalmente ser?






quarta-feira, 22 de junho de 2016

Experiências culinárias - Doce de kiwi

Satisfazendo um pedido deles já antigo, eu que não sou nada de prendinhas para as professoras, lá acedi e pela primeira vez fiz doce de kiwi.
Comprei a fruta na frutaria que frequento lá num dos bairros mais mal afamados de Leiria mas que eu até curto, numa tarde de preguiça meti as mãos ao tacho.




  • 1kg de kiwis maduros mas não moles
  • 700gr de açucar
  • sumo 1 limão


Descascar e cortar o kiwi aos pedaços e colocar na panela, regar com o limão e deixar ferver.
Adicionar o açúcar e cozer em lume brando até estar cozido.
Reduzir a puré com a varinha mágica e cozer até atingir o ponto estrada.
Entretanto esterilizar os frascos e tampas.
Ainda quente colocar nos frascos, fechar bem e deixar virados para baixo durante 24h para ganhar vácuo.
Etiquetar e oferecer.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A teoria do apartamento

"- Ó mãe, tu quando resolveste comprar este apartamento antes de conhecer o pai foi porque tu um dia sabias que eu vinha para cá!
Sim, foi por causa da minha incrível beleza..."

A teoria de "porque é que eu comprei um T3 para viver sozinha" por Joana Prista

domingo, 19 de junho de 2016

Afinal não é depois dos 40

Esta semana em mais uma consulta de Hematologia o meu médico, no meio de duas gargalhadas enquanto falávamos de livros de fição e doentes inexplicavelmente curados, disse-me:
"- Gabriela, já não tens 18 anos. E depois dos quarenta se não doer qualquer coisa é porque se está morto!"
E lá vim eu feliz da vida, com a promessa de umas férias hospitalares, despedi-me das enfermeiras e menina da secretaria com um sorriso nos lábios e o desejo negro de esventrar todos os que me fazem a vida negra diariamente pela minha dieta de verduras.

Dois meses depois de iniciar os tratamentos, que em tudo correram mal, e quando a única opção era iniciar as transfusões de sangue heis que o médico decide dar-me um descanso.
Último estudo feito e aqui a menina passou de uma ferritina de 4 para 62, valor mais alto dos últimos meses. A dieta continua, o controlo obrigatório também mas o fantasma da transfusão de sangue vai ficar no armário mais uns meses "because life's a bitch, baby"! 

Se não fosse a talassemia eu até que passava por uma pessoa normal em qualquer lado!




sábado, 11 de junho de 2016

A teoria das fadas

Sabiam que existem fadas nos sofás e nos bancos do carro?
Fadas que mal nos sentamos nos jogam pó mágico para a cara que nos faz sentir calmos e aconchegados, depois elas, diabolicamente, fazem-nos massagens nas costas até fecharmos os olhos.
Estas mesmas fadas têm primas, as fadas dos colchões, que são umas baldas e pegam sempre ao serviço tarde, muito depois da nossa hora de dormir.

A teoria das fadas por Joana Prista.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

08/2016



Título: Malinche
Autor: Laura Esquivel
Pontuação: 4*

"O trágico e apaixonante romance entre Hernán Cortés e a índia Malinalli (a sua intérprete durante a conquista do império asteca), num livro que nos desvenda o mito fundador da cultura híbrida do Novo Mundo e nos conta uma extraordinária história de amor.
Quando a índia Malinalli conhece Cortés, assume que se trata do próprio deus Quetzalcóatl, que regressa para libertar o seu povo. Os dois apaixonam-se loucamente, mas esse amor será destruído pela desmedida sede de conquista, poder e riqueza de Cortés, um dos mais importantes conquistadores espanhóis. Audaz e engenhoso numa época de grandes heróis, Cortés foi o único que chegou a conhecer a fundo os indígenas americanos. O grande valor estratégico de Malinalli, sua tradutora e intérprete, converteu-a numa personagem-chave na colonização da América e nas relações entre a coroa espanhola e os diferentes povos indígenas. A história do México acabaria por reservar a Malinalli outro papel, o de traidora do seu próprio povo, mas as investigações históricas recentes mostram que foi a mediadora entre duas culturas, a hispânica e a nativa americana, e entre duas línguas, o espanhol e o náhuatl.
Com a queda do império Asteca como pano de fundo, Laura Esquível desafia a mitologia tradicional através do retrato apaixonado do Adão e da Eva da cultura mestiça: Cortés e Malinalli." retirado de Wook

Para mim...
Malinche que significa "o amo de Malinalli", assim ficou conhecido Cortés ao tomar como sua Malinalli, sua interprete, enquanto conquistava o México e destruía os seus Deuses substituindo-os por Cristo na cruz.
Uma história de amor histórica sobre o cruzamento de culturas e o derradeiro efeito das conquistas nos povos.
Muito se pode retirar deste romance que se aplica ao nosso dia a dia quando tentamos levar os nossos ideais a avante, impormos, usarmos e abusarmos dos outros...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pray

No seguimento da educação religiosa que escolhi para as miúdas houveram acontecimentos que deixei de ter mão neles e simplesmente tive que deixar que elas aprendessem a sua própria fé e a vivessem do seu modo.
A Joana tornou-se acólita e a Beatriz uma fervorosa do terço do qual reza uma dezena todos os dias ao deitar por total auto-iniciativa.
Se vou interferir, não, eu própria fui crente da Nossa Senhora durante parte da minha vida mas simplesmente deixei de acreditar neste Deus e sim que existe algo muito superior a nós, que não tem nome, não tem forma, não tem cheiro mas que está aqui mesmo ao meu lado dando-me força.
Todos nós acreditamos em algo, esse algo é o nosso Deus.